A conversão que agrada a Deus

Deus por meio de Joel, falando à nação de Israel e afirmou o seguinte: “Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto.  Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso,  e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.” (Joel 2:12-13). Assim como a eles, esta palavra se aplica aos nossos dias, à nossa vida.

Precisamos entender que não se trata de uma questão de religião, de religiosidade, de aparência, mas de transformação. De uma transformação que se origina no arrependimento, na reconciliação com o Criador, no reconhecimento de uma vida que andou ou anda fora do princípio e da vontade de Deus. Quando andamos segundo o nosso coração, buscando os nossos interesses, fazendo a nossa vontade, querendo e sendo senhores de nossa vida, estamos vivendo uma vida fora do princípio do Criador.

Não podemos, por nós mesmos, acrescentar um segundo sequer à nossa vida, não temos como estabelecer e definir como será o amanhã; mas para viver uma vida com Deus, precisamos reconhecer que dependemos dele. Não é o que fazemos, mas sim o Seu cuidado por nós. A verdadeira conversão não está no trocar a maneira de falar, não está no nosso vestir, não é uma questão de aparência, mas de praticar e viver uma vida de justiça, segundo os valores e parâmetros de nosso Deus.

A verdadeira conversão está em uma alteração completa de comportamento que traduzem uma vida que conhece e compreende a vontade de Deus e o imita em todas as coisas. A justiça de Deus se revela não na punição, nem no julgamento, mas sim, na revelação da graça, do amor, no socorrer, no suprir, no ser compassivo, no ajudar, no conduzir as pessoas a compreensão do amor e da graça de nosso Deus.

Qualquer atitude de exclusão, de se achar melhor que os outros, de não revelação de misericórdia, não procedem de Deus. Qualquer atitude que não haja demonstração de amor que acolhe, que tudo sofre, tudo espera, que seja paciente, longânimo, misericordioso e compassivo, não procede de Deus e não revelam a conversão.

Precisamos compreender que a verdadeira conversão está na revelação de nossas atitudes para com aqueles que estão cegos, perdidos e não conseguem compreender a mensagem da vida que Deus lhes deseja transmitir por meio de nós.

Precisamos compreender que a conversão que agrada Deus é procedida de uma vida que busca a santificação, o tornar santo o procedimento para que a vida de Deus se revele através de nossos atos e palavras. A obra que revelamos, as coisas que fazemos, nossas atitudes, ações, nossas palavras tem que revelar a natureza de Deus, como cidadãos dos céus. Se isto não está acontecendo, precisamos nos empenhar no caminho da santificação, tornando santo o procedimento, fazendo morrer a natureza humana. Não por nossa causa, mas por causa daqueles que não enxergaram a luz e não compreenderam o amor e a graça de Deus revelados por meio de Jesus Cristo.

Existimos, estamos neste mundo não para fazer a nossa vontade, mas, para revelar por meio das nossas obras o verdadeiro arrependimento e manifestar ao mundo a luz e a vida de Deus à todos.