Sede sal – dai de graça o que recebeste

O que temos feito com o que temos recebido? Temos retido? Ou temos compartilhado e dividido? Temos mantido para nós ou temos levado a todos os cantos aonde vamos?

Se recebemos vida, por que não levamos vida? Se recebemos graça e misericórdia, por que não revelamos graça e misericórdia aonde formos?

Jesus afirmou: “e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:7-8, BEARA).

Aprendemos no mundo, segundo o pensamento humano, que o que é nosso não é para repartir, e se for dar para alguém, devemos ver o quanto vamos lucrar. Só faça isso ou aquilo, se for ganhar algo. Se não ganhar nada, não faça. Ou aprendemos que se dermos, se repartirmos, teremos falta. Não é verdade que é isso que aprendemos? Não é verdade que é assim que a maioria de nós vivemos?

Temos que aprender com o nosso Deus. Precisamos ser seus imitadores. Precisamos seguir o seu exemplo. O nosso Deus nunca agiu de forma egoista para conosco. Muito pelo contrário, ele fez tudo para nos restaurar a sua comunhão quando ainda éramos pecador. Ele se deu em nosso favor, antes mesmo que pudéssemos compreender ou receber aquilo que nos era oferecido gratuítamente, sem qualquer retorno, sem qualquer capacidade de fazer algo em troca.

Precisamos aprender a viver da mesma forma que o nosso Deus, ou seja, o que recebemos, o que temos, o que Ele nos concedeu; devemos dar, devemos distribuir sem medo, sem restrição, sem qualquer preocupação que possa faltar ou minguar para nós. Ele nos chama para viver de forma diferente, para sermos diferentes neste mundo, para darmos sabor, sabor que age de forma contrária ao mundo, e que segue os princípios do reino.

Quando deixaremos de ser crianças espirituais e passaremos a ser homens espirituais? Quando deixaremos de viver e andar segundo o pensamento dos homens e andaremos segundo o pensamento de nosso Deus? Quando viveremos por fé, e aceitaremos que as suas promessas não são palavras vãs, mas são fatos e verdade?

Aonde formos, aonde estivermos, aonde colocarmos os nossos pés, devemos viver como filhos de Deus. Recebemos vida, devemos deixar que a vida de Deus flua por nosso intermédio e alcance a todos. Recebemos graça, devemos distribuir graça a todos. Recebemos perdão, devemos conceder perdão. Recebemos sem medida amor, devemos distribuir amor. Devemos morrer para nós, para o nosso pensamento e desejo e devemos viver pelo espírito, deixar que o nosso espírito em comunhão com o Espírito Santo dirija as nossas vidas. Quando assim fazemos, quando vivemos alinhados com o propósito de Deus, no centro de sua vontade, então nossas vidas revelarão o Deus que dizemos conhecer.

Precisamos compreender que não existe vida fora da morte, que não existe vida a não ser na cruz de Cristo. Não tem outra mensagem, não tem outro modo de vida. Somente na cruz, somente na nossa morte, no nosso morrer com Cristo é que encontraremos vida e seremos capazes de distribuir graça, amor, misericórdia, compaixão para com todos os que nos cercam, e compreenderemos que tudo que temos, tudo que somos, não provém de nós mesmos; mas do trono de Deus.

Devemos, portanto, dar o que recebemos de Deus, e dar com abundância, sem restrição, sem acepção, sem diferenciação. Somente assim, Deus fará de nós, cada vez mais, instrumentos para a sua glória. Portanto, sem restrição, devemos dar o que Deus nos deu a todos.