Eis a grande questão que precisamos de entendimento e compreensão: Qual a nossa natureza? Nossa identidade que deve nortear as nossas ações e qual o fundamento para a vida que devemos revelar?
O primeiro ponto importante que precisamos de entendimento é quanto ao novo nascimento. Nascemos de novo? Jesus disse que que precisaríamos nascer de novo; nascer do Espírito para estarmos no reino de Deus. Não é uma questão de carne, não é uma questão da natureza humana; mas sim, se temos ou não a vida de Deus, se fomos reconciliados com o Criador, através do novo nascimento, do nascimento espiritual; ou seja, aquele momento que reconhecemos que estamos longe, separados da vida de Deus, nos arrependemos, confessamos os nossos pecados e entregamos a nossa vida a Jesus Cristo, o autor da vida.
O segundo ponto crítico para a nós é: permanecemos no Senhor? Jesus afirmou: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” (João 15:1-2, BEARA). “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” (João 15:4, BEARA). “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:9-10, BEARA). “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (João 15:12-13, BEARA). O outro aspecto importante que precisamos compreender: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. ” (João 15:16-17, BEARA)
O ramo de uma videira, que recebe da seiva da videira, tem por objetivo e propósito produzir o fruto da videira. Quando Jesus afirmou que ele era a videira e nós os ramos, ele estava falando do mesmo princípio. Da sua vida, da manifestação da vida de Deus em nós. Quando nascemos de novo, recebemos da natureza divina, da vida de Deus. Ao recebermos da vida de Deus, devemos permanecer no Senhor. Permanecer Nele implica: nos alimentarmos e revelarmos em nossas ações da sua vida, da sua natureza.
Este é o fundamento da identidade. Somos feitos filhos de Deus, recebemos da vida de Deus, para revelarmos esta aos homens. Quando Jesus disse que o Pai podaria para que déssemos mais fruto, ele estava falando das tribulações, das dificuldades e dos problemas que enfrentamos para aprendermos a confiar, a depender Dele, e assim, em todos os atos, revelarmos Sua natureza. Não existe vida, não existe a natureza divina revelada e manifesta, se não permanecemos no princípio e fundamento de vida que Ele nos ensinou. Para permanecer nele, temos que fazer morrer a natureza humana, para que a divina, se revele em nossas ações, e quando assim, procedemos, na Sua dependência; então os frutos que produzimos, são os frutos da vida de Deus.
No novo nascimento recebemos da vida, da identidade, da natureza de Deus, para revelarmos ela a todas as pessoas, em todos os lugares e em todo o tempo. O amadurecimento, a santificação tem o propósito de revelarmos a nova identidade recebida em Deus pelo novo nascimento. Somente revelamos, quando seguimos o processo de santificação, permanecendo no Senhor, obedecendo aos seus mandamentos, fazendo morrer a natureza humana e revelando o que recebemos por meio da graça.
Esta nova natureza, nova identidade, tem por objetivo tornar Deus visível aos homens, revelar a multiforme graça e sabedoria de Deus, por meio de seus filhos. Revelamos os frutos da vida de Deus, quando revelamos os frutos do Espírito, conforme Paulo escreveu aos gálatas: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gálatas 5:17-25, BEARA).
E também, dentro deste mesmo princípio de vida, Pedro escreveu: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pedro 4:10, BEARA).
Ser despenseiro de Deus é revelarmos a graça, a misericórdia, a compaixão, o amor, a bondade em todos os nosso relacionamentos e não para algumas pessoas.
Sermos filhos de Deus é revelarmos a natureza de Deus, e expressarmos a identidade que recebemos de Deus por meio de Cristo Jesus.