Nossa condição de miserabilidade

Precisamos compreender a nossa luta contra o pecado, a luta em relação ao que achamos bom dos valores humanos, mas que na realidade nos afasta do verdadeiro propósito de Deus para as nossas vidas, como instrumentos para revelar a justiça, a graça e a misericórdia de Deus.

Não somos capazes de revelar misericórdia para com as pessoas; não temos uma atitude de compaixão, não nos compadecemos por um simples motivo, porque não compreendemos a nossa situação e do que Deus nos resgatou.

Se buscarmos o mesmo entendimento que Paulo tinha de sua situação perante Deus, talvez; sim, talvez, tenhamos a mesma atitude que ele. Embora sendo um profundo conhecedor da lei (que não somos), irrepreensível na obediência dos mandamentos (que não somos), zelo pela religião que professava (que não somos); ele se considerável miserável diante da sua própria realidade, como explica a sua situação perante Deus. Ele se coloca sem qualquer merecimento e se tratava, diante da sua realidade com ou um desventurado, miserável, como está escrito: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24).

A noção do pecado, da sua separação e da sua condição de qualquer ato de merecimento o colocava completamente a mercê da dependência da misericórdia de Deus. Como ele mesmo, escreve na sequência:

Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Romanos 7:25).

Talvez; sim, talvez, possamos ter o mesmo entendimento da dependência da misericórdia de Deus para nos colocar de forma diferente diante Dele e dos homens. Somente compreendendo a Sua misericórdia para conosco que seremos capazes de alterar a nossa forma de pensar, a nossa postura e o encarar a responsabilidade que temos diante de Deus, como instrumentos de revelação da Sua justiça diante dos homens. Não só isto; mas seremos capazes de mudar a nossa atitude perante as pessoas,  sendo capazes de revelar compaixão e nos compadecer de todas pela falta de entendimento e compreensão da amor de Deus.

Precisamos mudar, precisamos revelar a verdadeira natureza de Deus; por isso, na sequência de sua carta, Paulo escreve sobre oferecer os nosso membros como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus e transformarmos pela renovação da nossa mente.

Se não mudarmos, se não tivermos o entendimento da graça e misericórdia recebida de Deus, de maneira alguma seremos capazes de revelar esta mesma atitude, que é o propósito de Deus, a todos os homens. Enquanto acharmos que somos merecedores, ou bons bastantes para merecer algo de Deus, então não mudaremos a nossa forma de pensar e nem a nossa atitude diante de Deus e dos homens.

Que o Senhor nos conceda o entendimento, que tenha misericórdia e compaixão de nós, para que reconhecendo a nossa completa dependência dele, nos ofereçamos totalmente a ele para que revele a sua justiça através de nós a todos os homens.