Murmurar é o mesmo que reclamar, apresentar queixas, falar mal. Compreendendo o significado dessa palavra, podemos nos colocar a questionar o quanto temos murmurado? O quanto temos agido de forma contrária a vontade de Deus para as nossas vidas?
Temos alguns exemplos na palavra e que certamente temos, em nossas atitudes, agido da mesma maneira, como aconteceu com o povo de Israel no deserto, e com Arão e Miriam: “Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte; mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela, porquanto rejeitastes o Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?” (Números 11:19-20, BEARA), ou “E disseram: Porventura, tem falado o Senhor somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O Senhor o ouviu. Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. ” (Números 12:2-3, BEARA).
Podemos dizer e tentar nos enganar afirmando que nós não reclamamos diante do Senhor, não questionamos as decisões do Senhor; mas, será isso verdade?
Talvez não queremos voltar para o Egito, pois nunca estivemos lá. Mas ao assumirmos um compromisso com o Senhor, recebendo suas promessas, vendo o futuro; não esquecemos que para chegar onde está a promessa, temos a travessia do deserto? Temos as dificulades e os problemas para enfrentar? Vemo-nos diante de situações que não víviamos anteriormente, enfrentamos problemas que não enfrentávamos. Não é isso verdade? E diante dessas situações, talvez não falemos em alta voz, mas não pensamos em nosso coração? “Antes de me converter, antes de entregar a minha a vida a Jesus, ou antes de tomar essa decisão, eu não tinha esse tipo de problema.
Precisamos compreender e receber os problemas e as dificuldades não como um impecilho para o alvo proposto, mas sim, com parte do processo para que cheguemos ao nosso destino de forma preparada a vivenciá-lo como é do propósito de Deus.
Quantas vezes questionamos os nosso líderes espirituais e as suas decisões? Não achamos nós que Deus é capaz de revelar a nós também? Não reclamamos, não falamos mal? Não falamos mal do irmão? E muitas vezes não o fazemos sem conhecimento de causa?
Devemos, como Paulo escreveu aos corintios: “Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.” (1 Coríntios 10:9-10, BEARA).
O Senhor nos chamou para o seu reino, não para vivermos como vivíamos; mas sim, para nos transformar e nos ensinar toda a sua justiça. Nos ensinar a verdadeira liberdade, nos ensinar o amor, a termos paciência, a esperarmos nele; pois Ele sabe de tudo que precisamos para honrá-lo, glorificá-lo e em nossa atitudes revelarmos a sua glória, seu amor em todos os lugares. Mas, para que possamos ser transformados em vasos de honra, devemos passar pelo processo de amadurecimento (transformação) que nos conduz a ser semelhantes a Jesus.
Aprendamos a nos apresentar diante do Senhor com um coração grato, cheio de alegria por saber que Ele cuida de nós, Ele zela por nós, e que sempre, em qualquer e toda situação, sempre terá o melhor para nós; mesmo que seja difícil de acreditar em certos momentos.
Um coração obstinado somente é forjado na vontade do Criador com muito fogo, com muita provação, com muito operar do Espírito. Somente assim conheceremos e viveremos toda a vontade do Senhor. Apresentemos diante da face do Senhor, sempre com gratidão, mesmo que nos seja difícil; mas aprendamos a confiar no Senhor, pois Ele nos ama e sempre tem o melhor para nós. Se queremos ser sal nessa terra, devemos transformar as nossas atitudes.
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