Peso do pecado

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível sem mácula imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pedro 1:3-4, RA Strong). “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus. ” (1 Pedro 1:13-21, RA Strong).

Como precisamos ter consciência da vida de Deus, do seu poder, de sua santidade, que é depositada em nossas vidas! Como precisamos compreender que não dá para misturar coisas santas com as coisas deste mundo. Tudo que há neste mundo, todo o desejo do homem, toda vontade da carne, por melhor que possam parecer, por mais revestida de boas intenções, são contrárias da natureza de nosso Deus. Precisamos compreender o peso do pecado, o peso da arrogância, do orgulho do homem de querer fazer as coisas por si mesmo, inclusive de fazer por si mesmo para Deus. Se não entendermos que toda a fonte do pecado está em nós, no nosso orgulho de querermos ser senhores de nós mesmos, donos de nosso destino, que tudo se origina na nossa cobiça, no querer ser mais que de fato somos; pecadores e transgressores da vontade e da natureza de Deus.

Como ser filhos? Verdadeiros filhos que honram e glorificam a Deus? Somente com a rejeição do pecado, com a compreensão plena que precisamos ter que não dá para misturar as coisas de Deus com as do homem. Não dá para viver neste mundo com o desejo de querer melhorar o que deve e precisa ser destruido por causa do pecado. Jesus padeceu por causa de nossa transgressão, sofreu como malfeitor por causa de nossos pecados, e de nossa incapacidade de confiar e depender do Senhor.

Por não querermos ser como crianças, por não confiarmos em Deus, por não obedecermos a sua voz, por não fazermos a sua vontade; porque sem conhecimento, sem compreensão achamos que podemos fazer alguma coisa melhor que o próprio Deus. A cada dia mais precisamos compreender o que é ser criança, o que é ser inocente, o que é ser dependente dos pais. Uma criança confia em seus pais, no seu provimento, no seu cuidado. Elas não tem o que temer; por isso, o nosso Deus deseja que sejamos como crianças, e que não sejamos orgulhosos e senhores de nós mesmos, mas confiemos plenamente no que ele tem, na sua forma de operar, na sua vontade.

Podemos não entender a maioria das coisas, mas precisamos ser dependentes do Senhor em tudo, e reconhecer nele o provedor de todas as coisas e o que zela por nós. Precisamos também, rejeitar toda a obra das trevas, não podemos misturar o pecado com a vida de Deus. Pois foi porcausa do pecado que o Senhor padeceu; por isso, como peregrinos nesta terra precisamos andar, rejeitando toda a paixão e tudo que procede da carne; por causa da glória e da vida do Senhor que é depositada em nós, pelo Espírito Santo que em nós habita. Precisamos ser o povo santo do Senhor, o povo separado, que não se mistura com o pecado, vive no mundo, para revelar quem é Deus, mas não vive segundo a paixão que há no mundo. Por isso como Pedro escreveu em sua carta quanto a vontade do Pai: “Sede santo, porque sou santo”.