Oferta e sacrifício em aroma suave

Paulo em sua carta aos efésios afirma o seguinte: ” e andai em amor, como também Cristo nos amou  e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. ” (Efésios 5:2). Devemos andar em amor, devemos oferecer-nos a Deus como um sacrifício, como ele mesmo escreveu sua carta aos romamos: ” Rogo-vos, pois,  irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo  por sacrifício vivo,  santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1), e como exemplo, ele mesmo menciona isto com relação a sua vida: ” Entretanto, mesmo que seja eu oferecido por libação  sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me congratulo.” (Filipenses 2:17).

E Jesus no Getsemani fala, quando se refere ao cálice, justamente em relação ao sacríficio, ao derramamento do sangue: ” E dizia: Aba  Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice;  contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” (Marcos 14:36).

E Paulo escrevendo aos corintos sobre a ceia, sobre comer o pão e beber do cálice, está abordando este aspecto de sacrifício: ” Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;  pois quem come e bebe sem discernir o corpo,  come e bebe juízo para si.” (1 Coríntios 11:28-29)

Mas o que significa de fato sacrifício para nós? Qual o entendimento que temos? O que implica em nos oferecermos como um sacrifício a Deus? Derramarmos a nós mesmos perante Deus como uma oferta, como uma libação, como um sacrifício em favor do reino, das vidas, dos homens, do mundo?

Precisamos amadurecer e compreender estas coisas para que as atitudes, as ações, o que fazemos reflitam de forma coerente e consistente com a vontade de Deus.  Este sacrifício que de nós é requerido para andarmos e vivermos o reino de Deus. Não se trata de uma obrigação, mas uma compreensão de quem somos, da natureza que recebemos, da vida que temos em Deus, e de como, devemos ser Seus imitadores, revelar aos homens a vida, a vida eterna do Criador que nos é concedida por meio de Jesus Cristo.

Corrermos a carreira proposta, tornarmos santos os nossos procedimentos, está relacionado em compreendermos o que significa o sacrifício que devemos oferecer, entendermos como devemos andar e nos portar neste mundo. Somos chamados para viver o reino de Deus à semelhança de Jesus, a andarmos neste mundo, fazendo diante do Pai a mesma oração que Ele fez, não a nossa vontade, mas a Dele.

Quando Jesus (que quer dizer Deus conosco, Deus salvador) nos chama e nos diz que para sermos o Seus discípulos precisamos negar a nós mesmos, negar a nossa vida, Ele está falando da cruz, de morte, de nos oferecer prontamente a Deus como um sacrifício, como uma oferta pelas vidas. Por todas as vidas, salvas, não salvas, de maneira que a vontade do Pai seja conhecida no mundo, que o Seu querer se cumpra, que o Seu amor seja revelado. Precisamos entender que se trata de uma questão de escolha de como viver, e se somos filhos, não nos resta alternativa de viver segundo a natureza de nosso Deus que nos deu o exemplo, o padrão, por isso, precisamos correr a carreira proposta, revelar a vida, manifestar o querer e a vontade do Pai. Como Jesus, imitando-O, devemos nos submeter a vontade do Pai, assim como o nosso Deus, ofereceu a si mesmo em nosso favor para termos vida, da Sua vida.

Por isso, na ceia nos lembramos da morte do Senhor, comemos do pão e bebemos do cálice para nos lembrarmos quem somos, pois não podemos comer e nem beber indignamente a ceia. Comer o pão, partir e repartir o pão é para nos lembramos que somos parte uns dos outros, por isso precisamos demonstrar zelo e cuidado, pois somos membros uns dos outros, não existimos por nós mesmos nem para nós mesmos, estamos ligados em um só corpo, estamos unidos ao Pai, ao filho e ao Espírito. Devemos amar, honrar e cuidar uns dos outros. E tendo este entendimento, bebemos do vinho, lembrando do sacrifício. Somente nos oferecendo em favor das vidas, para o crescimento do corpo, em favor do mundo, para que as vidas conheçam e vejam a vida de Deus em nós, e assim é que andaremos diante de Deus da maneira que Lhe agrada.

Nos oferecer em favor de quem merece, de quem não merece, para que cheguem ao conhecimento de Deus, pois podemos revelar a Sua vida, para cumprirmos o verdadeiro sacrifício que Lhe agrada.

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Oferta e sacrifício em aroma suave