Para louvor da Sua glória

Paulo escrevendo sua carta aos irmãos de Éfeso, afirma o seguinte: ” nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito Daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade,  a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;” (Efésios 1:11-12).

Dar glória ao nome de Deus, O proclamarmos, estamos cumprindo isto que Paulo afirma? Como de fato glorificamos ao nosso Deus?

É isto que precisamos entender, pois nosso entendimento equivocado e a religiosidade que estamos acostumados nos levam a práticas que não necessariamente expressam a glória de Deus. Falarmos, proclamarmos não é toda a glória que Deus merece e é digno. Estas ações não são suficientes para cumprirmos o propósito que Ele tem para as nossas vidas e a razão de existirmos, nós que fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo Jesus.

Como afirma o salmista que o firmamento, o céus, a natureza proclamam, expressam a glória de Deus. E esta é a vontade de Dele, que tudo que Ele fez revelem a Sua glória e não somente falem dela. Nós, tendo sido feito novas criaturas, pelo novo nascimento, nascimento do Espírito, existimos para proclamarmos, para sermos expressão da glória de Deus. Como de fato somos expressão da glória de Deus? Como revelamos, como proclamamos esta glória?

O objetivo e a vontade de Deus é que ao verem a nossa vida, o que somos, o que fazemos, expressemos a Sua glória, e ao fazermos isso, os homens glorifiquem a Ele, reconheçam-no por meio de Sua criação, assim como a natureza, o firmamento e tudo que Ele fez. Nós, também, por meio de nossa vida, do que fazemos, do que somos, temos que expressar a glória e sermos para louvor da Sua glória.

Como? Entendendo o nosso papel, compreendendo o que somos, o que Deus fez em nós, a Sua obra de nos fazer novas criaturas, de nos dar um novo coração, de nos transformar e capacitar para vivermos segundo a Sua natureza, manifestando a Sua vida entre os homens por meio de nossas obras.

Para cumprirmos este propósito, precisamos entender que temos que santificar o nosso procedimento, precisamos perseverar na carreira proposta, precisamos da santificação, para que por meio de nossas obras que realizamos segundo a natureza de Deus, conforme Sua capacitação, revelem em tudo o que Ele realizou em nós.

Revelamos Deus, glorificamos a Deus, quando esvaziamos de nós mesmos, quando morremos para a natureza humana, para os desejos que temos segundo o pensamento deste mundo. Não existe outra maneira. Assim Jesus fez para revelar a Deus, para cumprir a Sua vontade e ser expressão de louvor para a glória Dele. Ele cumpriu todo o propósito e toda a vontade do Pai. Ele esvaziou de si mesmo, e para cumprir o desejo do Pai, assumiu a forma de servo, veio como homem, para que nós pudéssemos ser reconciliados, feitos filhos de Deus.

Quando Ele afirma que para ser Seu discípulo, precisamos negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguí-lo, pode parecer algo ruim, lamentável, mas de fato, significa o melhor para nós. Pois quando assim fazemos, estamos alcançando a verdadeira vida, a vida eterna do Criador, que Ele nos concede e compartilha, para sermos louvor da Sua glória, pois vivendo segundo a Sua vida, conforme a Sua natureza, manifestamos a vida de Deus, usufruimos de Sua vida, isto é, encontramos a verdadeira vida. Mas, enquanto quisermos manter a vida que temos segundo a natureza humana, não encontraremos o verdadeiro propósito e a verdadeira vida e  não seremos a expressão do verdadeiro louvor para a glória de Deus.

Por isso, existe vida, existe expressão de louvor da glória de Deus quando há o esvaziamento, a verdadeira atitude de humildade (reconhecimento da dependência de Deus). Só assim, sabendo que Ele é a fonte de toda a vida, é que nós nos submetemos, e quando nos submetemos, Sua vida se revela em nós. E isto ocorre no processo de santificação, de abandonarmos as obras das trevas, de santificar o nosso procedimento, de manifestarmos a Sua natureza.

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Para louvor da Sua glória