Jesus falando a alguns que haviam crido afirmou-lhes sobre a liberdade e na sequência, advertiu os religiosos de sua época; pois estavam presos a costumes e dogmas e não nas promessas dada por Deus: “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:31-36, BEARA). “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque eu digo a verdade, não me credes. Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. ” (João 8:44-47, BEARA)
Tendo esta palavra de Jesus em mente, devemos avaliar a nossa vida e refletirmos sobre que obra fazemos. O que manifestamos. E de quem temos sido escravos e que frutos temos manifestado.
Dominamos a preguiça, a mentira, a hipocrisia, o egoísmo, o orgulho, a arrogância? Ficamos magoados, ofendidos, carregamos ódio em nosso coração? Desejamos vingar? Não perdoamos as pessoas pela suas ofensas? Ou estas coisas nos dominam? Se temos sido dominado por elas; ainda estamos vivendo na escravidão e na submissão de sua vontade. Estas coisas não fazem parte da vida e da natureza de Deus. Se entregamos nossas vidas ao Senhor, precisamos ter entendimento da liberdade recebida, do entendimento que precisamos ter, e a consciência clara que precisamos sair do cativeiro que nos detêm.
Os filhos não podem viver escravos do pecado, e nem se deixarem dominar por ele. Fomos libertos. Jesus em sua obra, veio trazer esta libertação; por isso, ele afirmou que quem conhecesse a verdade, ela o libertaria: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,” (Lucas 4:18, BEARA).
Quando cremos nEle e nossa vida entregamos em suas mãos, Ele nos liberta do cativeiro do pecado. Torna-nos livres para vivermos a vida que Deus planejou para o homem. Precisamos de entendimento, e nos submeter, buscar a luz, para que possamos enxergar e, assim, alcançarmos a liberdade do que nos oprime.
Como filhos não podemos permanecer como escravos do pecado; mas sim, buscando o conhecimento, a santificação, o entendimento do que Deus preparou e realizou para os seus filhos que é vivermos uma vida livres.
Agora, quando não nos submetemos a verdade; quando achamos que a religião é suficiente, que o que fazemos está bom; mas os frutos que revelamos não condizem com o que falamos; continuamos sendo dominados pelo pecado; submissos ao pai da mentira, sendo escravos. Não é uma questão de afirmarmos que cremos em Jesus; mas sim, de vivermos uma vida que revelam obras que manifestam que cremos e que fomos libertos. Os frutos que temos que manifestar são os frutos da luz e não frutos de pessoas que são escravas da opressão do pecado. Jesus nos chamou a liberdade, para sermos imitadores de Jesus. E como filhos, livres, temos, por natureza, na dependência do criador, revelar a Sua vida.