Enquanto confundirmos religiosidade, culto, com o que somos e o que devemos fazer neste mundo; não desempenharemos a contento o nosso papel. Manter a visão religiosa do antigo testamento, onde no “templo” encontramos com Deus, ou acharmos que a expressão da nossa fé está no culto que prestamos, ainda não entendemos o que somos e nem o que Jesus ensinou.
O culto é uma expressão muito curta e ínfima de nossa fé e da realidade do reino de Deus, é um momento de comunhão.
Como igreja, como corpo de Cristo, como membros do corpo temos uma papel muito claro a desempenhar neste mundo. Vivermos fora deste papel, implica em demonstrarmos a falta de zelo pelas coisas e pela vontade de nosso Deus e Pai que nos resgatou do império das trevas por meio de seu filho.
Na seguinte parábola vemos um pedaço importante da mensagem do que seja o nosso papel: “então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25:34-40).
Mas além disto, temos que nos nossos relacionamentos revelar atitudes que demonstram o que recebemos de Deus e o entendimento que temos de sua natureza e os aspectos dos atos de justiça que devemos praticar, como: “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;” (Rm 12:17). “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;” (Rm 12:18), “não vos vingueis a vós mesmos,….” (Rm 12:19); “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; …” (Rm 12:20); “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Rm 12:21).
Quando praticamos estes atos individualmente e nos nossos relacionamentos, revelamos as virtudes de Deus; então, no relacionamento como membro do corpo, manifestamos a Jesus, e cada um de nós, ao desempenhar o papel designado por nosso Deus segundo a sua vontade, e segundo a determinação do Espírito, então, expressaremos como corpo o nosso Senhor Jesus entre os homens, pois como está escrito: “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,” (Rm 12:4-5).
Entender o nosso papel neste mundo como membro do corpo de Cristo é fundamental; pois só assim veremos o mundo conhecer a Cristo como ele deve ser conhecido, sem qualquer religiosidade; mas como uma expressão de vida, como revelação de um reino eterno que está no coração do Pai desde os tempos eternos; e que nós, como membros da família de Deus, enviados por Jesus ao mundo, temos o papel de revelar as verdades do reino, não segundo o nosso entendimento e coração; mas segundo o que está determinado pelo Pai.
Precisamos compreender que desempenhando o nosso papel individualmente e no corpo, a oração de Jesus se tornará uma realidade neste mundo: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:22-23, BEARA)