“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar. ” (Tiago 1:22-25, BEARA).
Palavras escritas por Tiago em sua carta. Dá para contestar? Podemos fazer afirmação contrária a esta? Temos condição de dizer que somos cristãos e perserverarmos em não fazer o que Jesus afirmou?
Temos que ter o entendimento que enquanto crianças espirituais, enquanto novos na fé; podemos falhar, ou comerter erros que transgridem a palavra; ou mesmo sendo “velhos”, ou seja maduros na nossa experiência de vida com Jesus e cometermos o pecado (como João afirmou: “ aquele que diz que não peca, é mentiroso”). O que não podemos fazer é permanecer no pecado tendo consciência do mesmo.
Nossa jornada de santificação é para os nossos atos e ações perante os homens; não são para Deus. Por que? Porque em Jesus fomos purificados de nossos pecados, por causa do Seu sangue podemos nos apresentar santos inculpáveis e irrepreensíveis diante de Deus. Isto não depende de nós; mas da graça e misericórdia de Deus que aceitou o sacrifício de seu filho em nosso favor.
Agora, tendo consciência e entendimento que devemos santificar os nossos atos, que devemos ser imitadores de Deus, que devemos ser santos como ele é; não nos resta culpa, se não nos empenharmos, esmurrando o nosso corpo, reduzindo a escravidão, como Paulo afirmou, para que expressemos através de nós, como instrumentos de Deus, pelo poder do Espírito, pela graça e amor derramados em nossos corações de forma abundante; a vida de Deus, ou seja; as suas obras.
Para entendermos o que é ser praticamente, o que é praticar as obras de Deus, precisamos conhecer a palavra e lembrar das que Jesus proferiu no sermão da montanha, das palavras de admoestação de Paulo, Pedro, João ou Tiago aos irmãos.
Sem conhecimento, sem experiência, sem as tribulações, sem as provações, sem o entendimento claro do processo de Deus quanto a correção, quanto a nos levar ao amadurecimento, ficaremos estancados, paralizados e não chegaremos a maturidade que Deus deseja para as nossas vidas.
Não dá para conhecer Deus sem que tenhamos uma vida de oração (conversa com Deus) e sem que tenhamos zelo e desejo ardente de compreender e conhecer aquele que nos chamou para a sua própria gloria e virtude.
Honremos a Deus, expressemos em nossos atos o amor que temos pelo que Ele fez por nós. Recebemos uma graça imerecida, um amor que não tínhamos qualquer direito de receber; mas que foram concedidos por meio de Jesus Cristo. Não podemos continuar a ser imaturos, e, nem negligenciarmos tão grande salvação, e continuarmos a sermos negligentes na prática da justiça de Deus entre os homens.
Não podemos continuar a viver para nós mesmos e nossa natureza; fomos chamados para vivermos a vida de Deus entre os homens, cumprir a sua vontade, e revelar a Sua glória entre os homens.