Fundamentos de uma vida com Deus

Pensamos muitas vezes sob um ponto de vista religioso de como viver de forma a agradar a Deus e pensamos;  então, na necessidade de ir aos cultos, ou mesmos a missa. Pensamos em ser missionários e ir a outros lugares levar a palavra de Deus. Pensamos em uma vida calcada em aspectos de uma liturgia e prática que remontam séculos. Mas a vida que agrada a Deus transcedente este aspecto que tanto presamos e que muitas vezes traz paz para a nossa consciência; mas a vontade de Deus e o Seu desejo está muito além disto.

Deus deseja, como Jesus ensinou em sua oração, que “a Sua vontade se cumpra na terra, como é nos céus”. Por isso, precisamos aprender a olhar a vontade de Deus sobre outra perspectiva. Sua vontade está além de cultos, além de momentos especiais, além de pedaços de nossas vidas. Deus deseja que a sua vontade seja realizada em todo tempo e em todo lugar. E o fundamental nisto tudo que precisamos entender que a vida de Deus se revela não pela nossa individualidade, pelas nossas ações somente; mas resultante de comunhão, do andar junto e do fazer as coisas que demonstram uma harmonia de corpo. O autor aos hebreus afirma o seguinte: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.” (Hebreus 10:24-27).

O que significa isso na prática? Quando deixamos de olhar sob a ótica religiosa e de dedicarmos “algum” tempo, na realidade, enxergaremos como uma atividade de tempo integral. Como podemos consider uns aos outros? Como podemos expressar o amor uns pelos outros? Como não deixar de fazer boas obras? Como admoestar? E congregar, devemos entender na essência como não deixar de nos encontrarmos.

A vida de Deus se expressa por nosso intermédio, através de nossas vidas, como um canal, com um instrumento de cumprir e realizar a vontade de Deus. Somente podemos amar, admoestar se estivermos juntos, andando juntos, vivendo segundo os valores de nosso Deus, sua natureza. Não dá para viver o reino de Deus, cumprir a sua vontade se não for no dia a dia. Culto, missa, ou qualquer outro nome que queiram dar para as reuniões e ajuntamento, não expressamos a vontade de Deus; somente no nosso dia a dia, nos nossos relacionamentos e no nosso caminhar.

A vida e o amor de Deus se revela na comunhão, no andar junto, nas ações (obras) que revelam a vida de Deus. Fazer boas obras, não é uma questão de assistencialismo (que devemos cumprir), não é só caridade (que devemos fazer); mas está na maneira como respondemos as agressões, quão longânimo demonstramos ser, ou pacientes. Até mesmo, o quanto revelamos a justiça e a misericórdia diante das pessoa que nos agridem, nos ofendem ou nos magoam.

Viver a vida de Deus, cumprir a sua vontade é algo que precisamos compreender que devemos dedicar cem porcento do nosso tempo. Para cumprirmos a Sua vontade nesta terra, ele nos usa como seus seus filhos. Filhos que Ele concedeu da sua vida, da Sua natureza, para que a revelem ao mundo. Ser luz nesta mundo, ser sal nesta terra, é viver segundo a vontade de Deus, obedecendo, realizando as obras de Deus, demonstrando que conhecemos a Jesus Cristo, revelando em nossos atos a semelhança com ele, em todo tempo e lugar; não tem outra maneira. Qualquer estilo de vida diferente disto é vivermos uma vida de pecado (fora da vontade de Deus), é andarmos negando aquele que nos deu vida e nos ensinou sobre a sua vontade e o seu querer.