Até a chegada ao monte Sinai, foram três meses. Da chegada ao Sinai até o fazer ídolo, quando Moisés recebia a lei, não foram dois meses e o povo pecou, como é relatado nas passagens a seguir: “No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.” (Êxodo 19:1-2, BEARA). Deus fala ao povo: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. ” (Êxodo 19:4-6, BEARA), enquanto Moisés recebia as tábuas da lei, o povo vem a Arão e pede: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.” (Êxodo 32:1-4, BEARA). Observemos o posicionamento de Arão: “Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal. Pois me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.” (Êxodo 32:21-23, BEARA). “Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos,” (Êxodo 32:25, BEARA)
O quanto nos lembramos ou esquecemos da maravilhas, dos milagres que Deus realiza em nosso meio? O quanto temos a mesma atitude que o povo de Israel aos pés do monte? E os que são líderes, qual o nosso posicionamento perante Deus e perante os homens? Lideramos com base no atendimento da solicitação das pessoas, ou no cumprir da vontade de Deus? Fazemos o que agrada as pessoas, ou revelamos e damos a direção do que Deus deseja?
Um povo peca não porque seja propenso ao mal, mas sim, porque a liderança falha em guiar, em revelar em mostrar o caminho a ser seguido. A liderança precisa ser exemplo, andar em integridade diante de Deus e dos homens, suas vidas devem revelar compromisso com o reino, com a vontade de Deus, com o seu querer. A liderança deve ser o exemplo, a testemunha, o revelar a Cristo. Se a mesma falha no seu papel, então que dirá aqueles que não são maduros, que não conhecem e ainda são crianças em Cristo?
Se as pessoas falham no viver uma vida que revela a Cristo, se não há uma jornada de amadurecimento, de crescimento, de fazer pessoas semelhantes a Jesus, quem está falhando não são as pessoa que não conseguem imitar a Cristo; mas os líderes que não são o exemplo que lhes é exigido. Falta-lhes compromisso, discíplina, perseverança no realizar e cumprir do querer e da vontade de Deus.
O líder se compromete com as pessoas, em desejar o seu crescimento e amadurecimento, em assegurar que todos estejam caminhando em direção do que seja a vontade de Deus. Ele não está para satisfazer e atender os desejos pessoais e nem a vontade do pensamento humano. Ser líder é muito mais que uma posição, um cargo; é atitude, é compromisso, discíplina, perseverança em relação ao propósito de Deus.