Surdos ou preguiçosos?

Quando estamos surdos, ou seja, não somos capazes de ouvir e distinguir a vontade de Deus, podemos pedir a ele discernimento, entendimento e amadurecimento para conhecer compreender a sua vontade.

Quando a questão é preguiça, egoísmo então o que precisamos fazer é mudar a nossa atitude, alterar a forma de pensar e agir.

Se na preguiça, se na consciência de escravidão do pecado, ainda esperamos que alguém faça por nós, que Deus mude as nossas atitudes e nos transforme, então ainda não entendemos a libertação recebida, a cura recebida, a transformação realizada por Deus. Deus não vai nos livrar da carne (ou seja, do pensamento deste mundo, do egoísmo, hipocrisia, preguiça). Precisamos entender que ele nos libertou do pecado, do domínio do pecado. Agora, precisamos, como Paulo escreve, mudar a nossa forma de pensar, devemos mudar as nossa atitudes. Devemos nos oferecer como sacrifício vivo santo e agradável a Deus. Devemos fazer morrer a natureza humana. O que significa isso? Simples, nos oferecer para fazer o que ninguém mais quer fazer.

Temos que ter a mesma atitude de Isaías. Não tem ninguém para ir? Quem será enviado? O que devemos fazer? Nos oferecer, nos colocar a disposição? Mas o que significa isso? Significa agir conforme o que Deus determina que devemos fazer.

Podemos dizer como Moisés “não sou bom, não dou conta, não consigo”; mas precisamos lembrar que a capacitação, vem de Deus. Tudo que fizermos tem que ser na dependência de Deus, para que a glória seja Dele e não resultante de nossos esforços. Deus usa os menos capazes (aos olhos do mundo), mas que estão dispostos e se colocam a disposição para serem usados, para serem instrumentos.

O que temos sido? Surdos? Ou preguiçosos? Ninguém pode nos julgar quanto a isso, somente nós mesmos. Precisamos entender que nós não vivemos para nós mesmos, nem para realizar o que é de nossa vontade ou o que o nosso corpo pede, mas existimos para cumprir e realizar a vontade de Deus, para honrarmos o seu nome, para o glorificarmos em todas as coisas.

Fomos criados em Cristo Jesus, recebemos o novo nascimento, recebemos da natureza de Deus e toda capacitação que necessitamos para viver uma vida que agrada a Ele, segundo a sua natureza; mas compete a nós, fazer morrer tudo que provem do pensamento humano, da vontade da carne, das nossas atitudes e desejos egoístas; para vivermos e glorificarmos a Deus.

Ir a onde Deus deseja é uma questão de se oferecer e se mover quando compreende que é do querer de Deus. Fazer o que é pedido é uma decisão que tomamos e agimos segundo a dependência de Deus.

Honrar a Deus, ser instrumento de Deus, é uma decisão que tomamos quando compreendemos o quão livre somos e qual a responsabilidade que pesa sobre quem de fato é livre. Somente aqueles que compreendem a liberdade que tem, sentem na responsabilidade e na obrigação de cumprir o que é pedido e determinado por Deus.

 “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8)