Oferta de amor

Paulo em sua carta aos romanos nos convoca a nos oferecermos a Deus, oferecer os nossos membros, o que somos como um sacrifício vivo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1).

O que significa esta oferta? O que significa este sacrifício?

Adotarmos esta atitude implica em revermos, repensarmos o que fazemos. Nossos planos pessoais, por mais sucedido que temos sido não significa que seja uma oferta a Deus. Sermos sucedidos no que fazemos não é suficiente. Temos que ver as nossas vidas sobre o aspecto de propósito. Como temos vivido? Qual o propósito de nossas vidas? O quanto temos focado no que é temporário e no que é eterno?

Sabemos que tudo foi feito por meio de nosso Senhor, tudo for feito por ele e para ele, inclusive nossas vidas, são para a sua glória. Fomos criados em Deus, para Ele, para expressão da sua glória. Não temos outra razão de viver que não seja para a glória de Deus. Temos que entender o que significa viver para a glória de Deus. Se não tivermos o entendimento, não viveremos como agrada a Deus.

Paulo depois de convocar-nos para que nos ofereçamos como sacrifício vivo, ele nos convoca a transformarmos pela renovação da nossa mente, como está escrito: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. ” (Romanos 12:2). Não conformar com este mundo, implica em rejeitar o que temos feito, aprendido e compreendido ser o correto.

Sermos bem sucedidos não é suficiente. Temos que viver uma vida com propósito. Uma vida com propósito somente é possível quando vivemos segundo a natureza de Deus, conforme o seu plano estabelecido, andando segundo as regras do reino, segundo valores eternos expressos por Jesus.

Isto não é uma opção é a única alternativa que vale a pena para a eternidade. A eternidade é para ser vivida segundo os valores de Deus. E a eternidade não é algo para o futuro, para decidirmos depois, é algo que temos que estar envolvidos desde hoje. Experimentamos a eternidade, quando andamos segundo os valores de nosso Deus. Recebemos da vida de Deus por meio de Jesus Cristo, para sermos expressão de sua glória e para louvor do seu nome.

Por isso, oferecer como sacrifício é fazermos escolha, entre as duas alternativas da eternidade, a que Deus nos oferece ou a eternamente separada dele. Para vivermos a eternidade com ele, é vivermos uma vida não cheia de egoísmo, não voltada para interesses próprios, mas andarmos segundo a natureza de Deus.

Deus expressa o seu amor por nós, ao se oferecer, como o meio, o único caminho para restaurar a comunhão. Jesus fez esta oferta em nosso favor. Nós morrendo na cruz com ele, não só morremos para o pecado, como somos reconciliados, recebemos o perdão, e somos libertos do pecado.

Embora libertos, somente, seremos de fato livres quando escolhemos viver abrindo mão de nosso egoísmo, de nossos interesses, em favor dos valores e prioridades do reino. A verdadeira expressão de amor está no fato de andarmos segundo os dois mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Quando fazemos assim, o que estamos de fato fazendo é oferecendo a nós como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Quando colocamos as nossas vidas em favor de outras vidas. Quando abrimos mão de nossos sonhos, desejos, vontade e cobiça para que vidas possam conhecer e compreender Deus.

Não existe oferta de amor a Deus maior, não existe expressão maior que vivermos sendo imitadores de nosso Deus. Oferecendo as nossas vidas, dia após dia, momento após momento, fazendo as escolhas que glorificam a Deus, seja em casa, no trabalho, na rua, nos nossos relacionamentos, ou mesmo junto com outros irmãos.

Quando vamos amadurecer? Quando vão os nossos olhos abrirem para o que é importante? Quando iniciaremos uma vida que expresse uma oferta viva a Deus? Uma expressão de amor?