É suficiente a nossa sinceridade?

Este é um ponto muito importante para refletirmos. Não podemos nos deixar enganar pelo nosso coração, não podemos seguir a nossa alma, e acharmos que ao afirmarmos que amamos a Deus, que queremos servi-lo, que desejamos honrá-lo sejam suficientes para demonstrar que conhecemos a Deus e o amamos. João escreve o seguinte em sua carta: “Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 João 2:3-4).

O conhecimento de Deus, o ter experiência viva é resultante de um andar com Ele, e a demonstração que andamos com Deus é resultante de uma obediência a sua vontade, ou seja, guardar os mandamentos. Mas precisamos entender que guardar os mandamentos não é uma questão de obrigação, de imposição, mas sim, de alinhamento, de ter a vida de Deus. Não é uma imposição; mas consequência do que somos, é uma questão de natureza.

O conhecimento de Deus é resultante da obediência, do expressarmos em nossas atitudes, em nossas ações, a natureza de Deus. Quando Jesus afirmou que os dois mandamentos mais importantes são: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, o que precisamos entender é que, quando temos o entendimento que recebemos da natureza de Deus no novo nascimento, quando entregamos as nossa vida ao Senhor Jesus, como Senhor e Salvador, nós recebemos a vida de Deus. Recebemos toda a capacitação que necessitamos para andar e sermos imitadores de Deus. Não se trata de obediência; mas de onde colocamos o nosso coração, no quanto somos capazes de fazer morrer a natureza humana, rejeitar tudo que procede do pensamento humano, ou seja, da carne. Se rejeitamos os fundamentos do pensamento humano, e deixamos a vida de Deus nortear as nossas vidas, nos submetendo a sua vontade, então, viveremos segundo ao princípio e vontade do Senhor.

E viver segundo a vontade de Deus, andando segundo a sua natureza, é mais que sinceridade, é expressão da transformação operada por Deus em nossas vidas, no novo nascimento. Não é uma questão de sermos religiosos e guardarmos todos os mandamentos; mas sim, do que nos motiva a viver daquela forma. Lembrem do jovem rico que cumpria todos os mandamentos? O que Jesus disse a ele? Vá, venda tudo que tem e segue-me. O que o jovem fez? Retirou-se. Ele era sincero em sua religiosidade? Muito. Mas onde estava o seu coração? Em Deus? Não, nos seus bens.

Não basta a nossa sinceridade, não basta o cumprirmos todos os mandamentos; mas sim, como expressamos a nossa obediência e a motivação que nos move em obedecer. Medo do inferno? Medo de perder tudo? Ou simplesmente o desejo de honrar e glorificar a Deus; pois ele é merecedor de toda a honra, toda a glória?

Expressemos o nosso conhecimento de Deus, o nosso amor, andando como filhos, como imitadores, como aqueles que querem honrar e glorificar o nome do Pai porque ele é digno de receber o perfeito louvor que deve ser as nossas vidas perante os homens. Não por nós, não para atender os nossos desejos; mas as nossas vidas devem ser a perfeita expressão de louvor e honra ao Senhor.