“julgai todas as coisas, retende o que é bom;abstende-vos de toda forma de mal.” (1 Ts 5:21-22).
Duas coisa não podemos negar: que temos a bíblia que fala de toda a vontade de Deus expressa aos homens e que fala dos Seus atributos e da forma como se deve viver, e temos a lei gravada em nossos corações que confirmam o que é mal, o que deve ser evitado e não praticado.
Sabemos que não devemos fazer acepção de pessoas e nem tratar as mesmas com diferenças, como se umas fosse superiores a outras, sabemos que não devemos ser egoístas, não devemos buscar os próprios interesses; pois as nossas vidas devem ser regidas pelos dois mandamentos mais importantes: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Temos vivido sob este fundamento de vida? Temos baseado as nossas vidas neste dois mandamentos? Se os praticarmos, se nos colocarmos, como nascidos de Deus, como nascidos do Espírito, fazendo morrer a natureza humana, então; seremos capazes de nos abster de toda forma de mal. Seremos capazes de julgar todas as coisas, com discernimento, reter o que é bom e praticar o que é bom e correto com relação aos valores de Deus para com o próximo.
Praticar o mal, é praticar o mal contra o próximo, ou mesmo ofender a Deus com relação as nossa própria vida. Fomos criados em Deus para sermos templo, morada do Espírito. E também, para usarmos o nosso corpo para revelar a Deus em tudo que fizermos. Quando praticamos o mal, na realidade estamos pecando, mas pecando contra Deus? Não somente, pois estamos deixando de observar o primeiro mandamento quanto a amar a Deus, ou seja, honrar e respeitar a sua vontade, como estaremos pecando contra o próximo, pois também, não os estaremos amando como a nós mesmos.
Quando amamos o próximo queremos o melhor para ele, queremos o mesmo que desejamos para as nossas vidas. Quando fazemos o mal, de alguma forma estamos desejando ou fazendo algo que não é bom para ele. Como? Ao mentirmos; ao enganarmos; ao roubarmos; ao falarmos mal; ao decepcionarmos, ao magoarmos; ao sermos rudes; ao fazermos acepção, pois achamos que somos melhores; ao demonstrarmos orgulho; egoísmos, hipocrisia, e tantas outras coisas que fazemos que sabemos que não é bom.
Assim como quando queremos vingar, quando carregamos o ódio, quando ficamos magoados; pois em tudo isso estamos privando a nós mesmos e ao próximo de algo bom que poderíamos estar fazendo.
Quando, também, rejeitamos as leis, quando sonegamos impostos, quando achamos que é normal enganar e roubar, também, estamos pecando contra o próximo. Nós nunca, devemos olhar o que os outros estão fazendo; mas sim, as motivações que nos levam a fazer o que fazemos; pois em nossas motivações conheceremos os nossos corações; ou seja, se estaremos revelando a vida de Deus ou a natureza humana.
Abstermos de toda forma de mal é nos afastarmos, é rejeitarmos tudo e qualquer coisa que seja contrária a natureza de Deus, a sua atitude e ao que fez por nós. Se estamos praticando qualquer ato contrário a natureza de Deus, de fato estamos revelando que não amamos a Deus. Quando enxergamos isto, devemos, sim, rejeitar, abandonar e não praticar o que seja contrário a vida de Deus que nos foi concedida em Cristo Jesus.