“o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,” (Gálatas 1:4)
A justiça de Deus se revela neste fato, não que exigiu de nós a reconciliação, não que nos esforçássemos para sermos perfeito e aceitos por Ele. Mas na sua graça e misericórdia infinita proveu, realizou tudo que necessitávamos para sermos reconciliados consigo mesmo.
A obra de Deus é definitiva, não depende de mérito nosso, de sermos bons, de fazermos algo, de sermos merecedores da misericórdia de Deus; pois não somos e nunca seremos. Mas Deus no seu amor por nós, no desejo de que andemos em sua presença, em Jesus, realizou a sua justiça, nos justificou, nos reconciliou consigo mesmo, para andarmos em sua presença.
Em Cristo Jesus ele nos removeu deste mundo (de tudo que representa o mundo), de tudo que tem origem na natureza humana. Ele nos desarraigou, nos retirou, nos removeu, nos extirpou deste mundo perverso e nos concedeu da sua vida, para sermos instrumentos, colaboradores com ele na sua obra.
Em Cristo o pecado não tem domínio sobre nós, não somos mais escravos do pecado, tudo que representa a maldade humana, a natureza egoísta, a cobiça foram removidas de nossas vidas; para sermos colaboradores com Deus, instrumentos para revelar a sua justiça, sua misericórdia ao mundo; já não como parte do mundo, mas extirpados deste mundo.
Por que Deus nos retirou deste mundo? Como isto se revela em nossa vidas? Pelo que fazemos, pelas nossas obras, pela maneira como vivemos e nos relacionamentos neste mundo. Isto é, como vivemos, como respondemos as agressões e agressividades; como reagimos quando nos magoam, como tratamos quem necessita, que frutos revelamos em nossa vida. Se manifestamos a ira, atitude facciosa, dissenção, egoísmo, cobiça, orgulho, arrogância; ou se fazemos acepção de pessoas; ou não olhamos e não valorizamos os menos favorecidos que nós; ou se tratamo-los como inferiores, não transformamos em realidade a obra realizada por Deus. Agora se revelamos os frutos do Espírito, isto é, se manifestamos amor, graça, bondade, misericórdia, compaixão, então temos abandonado o pecado, rejeitado o que provêm do homem, da natureza humana, para vivermos segundo o coração de Deus.
Estes são os aspectos que temos que nos preocupar e focar. Em Deus, pela fé, fomos libertos, mas estamos usando o que Deus nos concedeu para que vivamos uma vida conforme o seu coração e sua vontade? Ou continuamos escravos do pecado como se libertos não tivéssemos sido?
Deus nos retirou deste mundo, através da morte e ressurreição de Jesus, pelo seu sangue, que nos purifica e nos apresenta diante de Deus santos, inculpáveis e irrepreensíveis, para que vivamos no presente século conforme a sua vontade, segundo o seu coração, andando segundo a sua justiça, e para isto ser realidade, temos que fazer morrer a natureza humana. Sem está ação, sem esta decisão de nos mover no sentido de rejeitar tudo que vem do mundo, da natureza humana, nunca tornaremos uma promessa de Deus, um fato externalizado em nossas vidas.
Fomos extirpados do mundo para honrar, glorificar e exaltar o nome de Deus neste mundo, como filhos, como resgatados pelo sangue de Jesus, para que o mundo conheça a graça e o amor de nosso Deus.