“Todos os vossos atos sejam feitos com amor.” (1 Coríntios 16:14, BEARA).
O amor mencionado está relacionado ao amor de Deus manifesto e revelado a nós: ágape. Não se trata de sentimento, interesse, cumprimento de desejos e vontade humana; mas amor que procede do trono de Deus que é derramado abundantemente em nossas vidas, pelo Espírito. Este tipo de amor, o amor de Deus, está relacionado a obediência, a zelo pelas coisas do reino, ao desejo ardente da revelação e do conhecimento de Deus pelos homens.
Precisamos entender que toda expressão de amor a Deus é demonstrada pela obediência, pelo viver segundo os mandamentos e padrão de vida estabelecido nos ensinamento de Jesus. Este amor não é uma opção que temos, mas a única forma de expressarmos que amamos a Deus. E demonstramos este amor pelo que fazemos, por como nos relacionamos, por como tratamos as pessoas e por como revelamos a justiça de Deus ao mundo.
Todos os nossos atos devem demonstrar o amor de Deus, não alguns, não em algumas situações, e não está relacionado ao que falamos; mas sim, ao que fazemos e como fazemos. Se nossos atos não revelam o amor de Deus, ou é porque não conhecemos a Deus, ou porque ainda somos crianças espirituais e não aprendemos como devemos andar (não importa quantos anos nos convertemos). Mas sermos crianças ou espiritualmente maduros está relacionado às nossas atitudes e como as expressamos.
Qualquer ato de egoísmo, orgulho, manifestação de arrogância, prepotência, ou qualquer desejo e sentimento faccioso, de dissenção, de desprezo pelos outros, de não reconhecimento das limitações e falta de entendimento dos outros, demonstram a nossa imaturidade, e o quanto andamos fora desta determinação de revelar atitudes de amor (ágape).
No reino de Deus não importa o que somos ou fazemos, mas sim, como expressamos as nossas atitudes e como as realizamos, o que nos motiva, o porquê do fazermos o que fazemos e como fazemos. Não interessa o nosso cargo, nossa importância no contexto que estamos; mas sim, na motivação, na razão do que porque fazemos o que nos propomos.
Precisamos então avaliar e nos julgar sobre as nossas motivações, sobre as nossas atitudes, sobre o que estamos fazendo, e se as mesmas estão cheias de amor ou não. Se não estão baseadas no amor de Deus, estamos realizando-as para atendimento de nossas necessidades e para satisfazer o nosso ego; mas não a Deus e não são para Ele. Quando falamos que devemos fazer tudo em amor, devemos lembrar, que tudo que fazemos, tudo que somos, tudo que realizamos, devem ser feitas para o nosso Senhor Jesus; pois tudo foi feito por ele, por meio dele e tudo é para ele. Não existe razão de querermos fazer as coisas para o atendimento de nossos desejos e vontade; mas unicamente, serão frutíferas se as fizermos para o Senhor.