“Então, vieram ter comigo alguns dos anciãos de Israel e se assentaram diante de mim.Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniqüidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem?Portanto, fala com eles e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniqüidade, e vier ao profeta, eu, o Senhor, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos;para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos.Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações,” (Ezequiel 14:1-6)
Primeiramente precisamos compreender o que seja ídolo. Quando nos referimos a ídolos, normalmente associamos a imagens, objetos inanimados que representam uma imagem, em quem depositamos confiança que irá fazer algo por nós, nos proteger ou suprir as nossas necessidades. Mas esta associação não é verdadeira em sua totalidade; pois sim, são ídolos, mas o que precisamos compreender que ídolo é qualquer coisa, não simplesmente imagens, objetos; mas qualquer coisa onde colocamos a nossa confiança que não seja em Deus.
Levantar ídolos em nosso coração, pode ser confiar em uma pessoa, mais que em Deus, colocar mais fé nela que no próprio operar de Deus. É confiarmos que as nossas economias, nossas riquezas irão nos proteger e nos assegurar um futuro tranquilo. Que podemos usar os recursos para buscar curas de doenças e que teremos sucesso. É darmos mais importância a carro, bens de modo geral que as pessoas que nos cercam. É devotarmos uma paixão sem controle a uma pessoa, que não conseguimos imaginar viver sem ela. Tudo isso é ídolo que levantamos em nossos corações.
Deus quer isso para nós? Não, não quer. Ele deseja que experimentemos a libertação de tudo que nos escraviza, que nos prende. Ele deseja que experimentemos a verdadeira vida que provém dele. Ele quer que conheçamos, unidos com ele a verdadeira liberdade, e a escolha de andarmos como um. Um com ele e um, uns com os outros.
Quando colocamos qualquer outra coisa acima dele, no fundo o que estamos fazendo é negando-o, negando a sua natureza, negando a sua justiça, que tem um único objetivo, oferecer-nos a verdadeira libertação de tudo que nos escraviza.
Precisamos compreender a natureza de Deus, sua vida e o seu propósito para nós. Quando fazemos assim, experimentamos o que Deus tem de melhor para nós. Quando andamos segundo a sua natureza, honrando-o e glorificando-o em todos os nosso atos, então, o que estamos fazendo é amando-o acima de todas as coisas. Quando o amamos acima de todas as coisas, porque reconhecemos o seu mover por nós, suas ações de amor por nós; então somos capazes de amar aos outros como a nós mesmos. Precisamos entender isto como sendo provido por Deus. Não de nós, nem de nossa natureza, mas de Deus.
Quando levantamos ídolos em nossos corações, o que estamos fazendo é negando a Deus e tudo o que ele é. Por isso, precisamos rejeitar, afastar tudo que provém da natureza humana e de nossa confiança nesta natureza como capaz de fazer algo por nós. Somente Deus pode cuidar e nos revelar e nos conceder o que é melhor para nós.