Podemos esconder nossas motivações?

O Senhor Deus vê o que acontece em toda parte; ele está observando todos, tanto os bons como os maus.” (Provérbios 15:3). “Se o Senhor sabe o que acontece até mesmo no mundo dos mortos, como poderá alguém esconder dele os seus pensamentos?” (Provérbios 15:11).

Muitas vezes agimos como se ninguém pudesse observar os nossos pensamentos e as motivações de nosso coração. Agimos como se nós somente tivéssemos acesso ao mais  profundo de nosso pensamento. Isto é uma verdade para os homens, ou seja, não podemos saber o que passa no pensamento ou mesmo qual a motivação do outro, por isso, não podemos julgar as pessoas. Mas Deus conhece, antes mesmo de uma palavra sair de nossa boca ele a sabe toda.

Quando fazemos nossas ações, Deus não olha o que estamos fazendo; mas sim, a motivação que temos em nosso coração para fazer aquilo. Compreendemos isso?

Não importa se somos um bom samaritano, se damos esmolas, se repartimos os nossos bens. É importante fazer isso; mas por que fazemos isso? O que nos move? Alcançarmos favor dos homens? Termos a nossa recompensa? Sermos reconhecidos pelas pessoas? Ou fazemos porque nos dizem para fazer, ou nos obrigam. Fazendo assim não temos nenhum motivo justo diante de Deus. Nossas obras não sobem para Deus como um bom perfume, como um aroma suave.

Mas quando fazemos baseado nos princípios e fundamentos de Deus, baseado na sua natureza, sendo imitador dele, então as nossas ações, nossas palavras subirão para a sua face como uma oração agradável, como um louvor aprazível, embora um e outro tenha feito a mesma coisa perante os  homens. Assim foi com Caim e Abel. Fizeram a mesma coisa, deram do fruto do trabalho, ofereceram sacríficio a Deus; mas um foi aceito e o outro não, por que? Por causa da motivação, por causa da forma. Um ofereceu das primícias, do primeiro, deu primeiramente a Deus, o outro ofereceu simplesmente do trabalho, não dos primeiros frutos do trabalho, não das primícias.

Assim é a nossa vida. Quando Jesus disse para buscarmos o reino de Deus em primeiro lugar é sobre isso que ele estava falando, ou seja; para que as nossas vidas sejam primeiramente oferecidas a Deus, para o louvor do seu nome. Buscar e viver segundo o coração, a natureza de Deus. Nossas atitudes e ações devem ser pautadas com base na natureza divina, e não na natureza humana. Fazemos as coisas, vivemos as coisas não para recebermos algo; mas simplesmente como expressão de amor, expressão de graça para suprir, para abençoar, para repartir o que Deus tem dado. Isto, tanto dos bens que temos administrado, como as nossas vidas, o nosso tempo.

Precisamos aprender que para Deus nada está escondido. Ele conhece todo o nosso pensamento e toda a nossa motivação. Não podemos fazer com se ele não estivesse vendo; pois seus olhos estão atentos a todos nós.