“Por mais que o preguiçoso deseje alguma coisa, ele não conseguirá, mas a pessoa esforçada consegue o que deseja.” (Provérbios 13:4, NTLH).
O que difere o verso de provérbios com as palavras de Pedro aos irmãos em sua segunda carta, conforme abaixo?
“Por isso mesmo façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.” (2 Pedro 1:5-8, NTLH).
Temos, pela nossa preguiça, pela falta de perserverança, de diligência sempre o desejo de receber as coisas prontas, sem esforço, sem luta. Queremos receber tudo pronto, queremos obter e alcançar as coisas sem esforço, não é verdade? Queremos que as nossas vidas sejam para a glória de Deus, queremos ter paciência, sermos longânimos, expressarmos a natureza de Deus, sermos instrumentos usados por Deus, correto? Mas o que temos feito para chegarmos a este objetivo? Ou temos esperado que o Senhor nos acorde no dia seguinte prontos?
A segunda opção é a mais fácil e a escolha dos preguiçosos. Quem age assim, de forma alguma alcançará o que deseja, nada mudará em sua vida. Queremos mudança? Sim, então devemos pedir a Deus, sim por oportunidades para amadurecer, para demonstrarmos paciência, para sermos longânimos. Fomos capacitados, temos tudo que precisamos; mas para revelar a natureza de Deus, precisamos aprender a fazer morrer a natureza humana. Será uma vida de desafios e lutas, que exigirá muito esforço, que irá requerer perserverança. Não alcançaremos de mão beijada.
Isto é só na vida espiritual? Não, em todas as coisas. Queremos ser prósperos, precisamos entender o que é ser próspero. Prosperidade não é a questão de termos muito dinheiro, mas usarmos muito bem o que temos, administrarmos de forma eficiente para o reino de Deus. Precisamos lembrar que os recursos que temos, não são nossos, somos mordomos, e devemos administrar com eficiência. Para sermos prósperos, para alcançarmos as coisas que desejamos e precisamos, podemos ceder a tentação de alcançar fácil, como entrarmos em um financiamento com juros abusivos, ou podemos decidir poupar e a perserverar nesta poupança até que possamos comprar o que desejamos. Isto é diligência, perserverança, esforço. Nada vem pronto, nem no plano natural, muito menos no espiritual.
Assim como para vivermos uma vida material próspera e tranquila (diante das situações), reconhecendo a nossa dependência de Deus, precisamos aprender a gastar menos que ganhamos, a poupar e a não ceder as tentações do crédito fácil; assim, também, precisamos fazer no plano espiritual. Precisamos aprender a sermos diligentes, a nos esforçamos, a dedicarmos, a colocarmos energia no que compreendemos ser a vontade de Deus para as nossas vidas.
Se Deus colocou um plano e um sonho em nossas vidas, devemos trabalhar para alcançar este sonho, com muita diligência, com muito esforço, com muita dedicação, sendo perserverantes; mas em todo tempo, ouvindo a orientação e determinação do Senhor.