Brevidade da vida frente a eternidade

O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece; ” (Jó 14:1-3). “O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono.” (Jó 14:10-12).

Quantos de nós temos feito plano para a eternidade? Quantos de nós temos agido em favor da eternidade e não no despender um esforço para concretizar sonhos pessoais para este mundo e para esta vida que temos?

Vivemos ansiosos, queremos fazer as coisas, buscamos garantia, buscamos estabilidade e segurança, mas como o próprio Senhor Jesus disse: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Lucas 12:25, BEARA).

Não podemos nos deixar levar pelo pensamento do mundo, não podemos nos guiar pelos valores que permeiam a cultura de nosso meio; mas devemos nos deixar levar por valores que são eternos, que permanecem que não são temporários ou transitórios como as coisas deste mundo.

Nossa vida é breve, nem mesmo sabemos quanto tempo temos, quanto tempo viveremos neste mundo, se chegaremos aos quaretna, sessenta, oitenta, ou mesmo noventa anos que é muito pouco para a eternidade. No que temos baseado os nossos planos, nossas atitudes e ações? Em realizar ações que estão voltadas para a eternidade, ou para cumprir desejo e vontade e planos segundo o pensamento do homem? Que legado temos deixado para os nosso filhos? Ou mesmo para o mundo? Que diferença estamos fazendo no meio onde pisamos? Que valores divulgamos? O que as nossas palavras traduzem e as nossas atitudes expressam?

Temos corrido atrás do vento? Atrás da riqueza e estabilidade social? Atrás de segurança para um futuro incerto e que nem sabemos se realizará? Ajuntamos, acumulamos, somos egoístas, orgulhosos, pisamos nas pessoas para que os nossos planos se realizem? Preocupamos com os “nossos”, mas não damos atenção as necessidades de outros que nos cercam?

Precisamos parar e nos questionar, precisamos avaliar se as nossas atitudes e valores estão alinhados com os valores do reino de Deus. Precisamos viver e ensinar os valores eternos, os mesmos valores que Jesus transmitiu aos seus apóstolos e estes aos seus discípulos. Não podemos falar do reino de Deus, de buscar primeiro o reino de Deus, se nós mesmos, buscamos os valores e damos prioridade ao que o mundo, também faz.

Quais são os valores eternos do reino de Deus? Estes valores vemos de forma clara nos ensinamentos de Jesus, na sua vida, na sua forma de andar neste mundo, vemos também, através dos ensinamentos de Paulo, e em suas atitudes. Quando focamos no que é importante, como o amor, a compaixão, a misericórdia, a manifestação da graça recebida, quando nos preocupamos em sermos luz neste mundo, sal nesta terra, em sermos imitadores de Deus; então o nosso coração esta alinhado com o coração de Deus e agimos pelos valores eternos do Seu reino e realizamos a sua vontade. Agora, quando agimos com egoísmo (pensando somente em nós, nos nossos planos, no concretizar de nossa vontade, no buscar a nossa estabilidade e segurança), quando somos orgulhosos, quando fazemos acepção de pessoas, quando não nos preocupamos com a necessidade dos outros; então estamos vivendo pelos valores temporários deste mundo, andando segundo a natureza do homem, e não revelando a vida de Deus que nos transforma a sua imagem e semelhança.

O que queremos? A brevidade desta vida, a insignificância que ela tem perante a eternidade ou os valores do reino, manifestos e revelados em nós e através de nós pelo Espírito Santo? Precismos entender o nosso papel. Precisamos compreender porque estamos aqui. Nada fora da vida de Deus é eterno.