“Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma.” (Jó 7:11, RA Strong). “Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? Até quando não apartarás de mim a tua vista?Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?Se pequei, que mal te fiz a ti, ó Espreitador dos homens?Por que fizeste de mim um alvo para ti,para que a mim mesmo me seja pesado?Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me buscas, já não serei.” (Jó 7:17-21, RA Strong)
Quantas vezes nos vemos na mesma situação de Jó, ao olharmos a nossa volta e não vemos saída, não vemos alternativa, não compreendemos o que se passa conosco? Carregamos o conceito legalista de pecado-punição. Se pecamos, somos punidos, se arrependemos, recebemos a redenção. Não é verdade?
Quando nos vemos diante de perdas, de doenças, de sofrimento, o que pensamos primeiro? No nosso pecado, a tentar a descobrir onde erramos, onde falhamos; vivemos a pensar nesta situação que Deus deseja nos punir pelo nosso erro. Atribuimos a Deus todos os males dos homens, toda a situação da terra. Nos sentimos sem qualquer amparo, sem qualquer conforto. Não é verdade?
Quando nos vemos nesta situação o que devemos fazer? É por causa de pecado? Deus nos pune por nossos erros? Tudo que passamos é consequência de punição e castigo Divino?
O que precisamos aprender diante destas situações? Qual deve ser a nossa atitude? É fácil?
O que precisamos lembrar: não é fácil uma situação desta. Cada um tem uma experiência de vida, e o que é pesado para um, pode não ser para outro. Por isso, cada um de nós, devemos diante desta situação, lembrar das promessas e da palavra de Deus. Precisamos compreender quem somos e como vivemos. Precisamos, mesmo com a nossa mente bloqueada, mesmo que possamos dar ouvidos a voz que nos acusa, lembrar das promessas de Deus.
Um fato fundamental é lembrarmos do amor de Deus e do que ele fez por nós, e lembrarmos do que Paulo escreveu: “nada pode nos separar do amor de Deus”, como está escrito: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:6-8, RA Strong). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:31-39, RA Strong)
O que Deus deseja de nós diante das tribulações, diante das angústias? Que aprendamos a olhar com os Seus olhos, a ver como ele vê. Precisamos aprender a confiar e a viver por fé; pois nada que nos acontece está fora do propósito e da vontade de Deus para as nossas vidas e para o Seu reino.