“Então, respondeu Bildade, o suíta: Até quando falarás tais coisas? E até quando as palavras da tua boca serão qual vento impetuoso? Perverteria Deus o direito ou perverteria o Todo-Poderoso a justiça? Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou no poder da sua transgressão. Mas, se tu buscares a Deus e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia, se fores puro e reto, ele, sem demora, despertará em teu favor e restaurará a justiça da tua morada.” (Jó 8:1-6, BEARA)
Qual tem sido o nosso comportamento diante da dificuldade de irmãos e amigos? Temos agido como Bildade diante de Jó? Temos o entendimento em nosso coração que todo sofrimento, toda dificuldade, toda a dor e problemas que as pessoas enfrentam são decorrentes de pecado que cometeram? Se alguém, semelhante a Jó, se vê diante de tanta perda o que pensamos é que a mesma está em pecado e que deve arrepender? Se sim, temos sido tão legalistas como os amigos de Jó?
Colocarmos para as pessoas, quando estão em dificuldade são resultantes de atitude decorrentes do pecado (que elas não provocaram com as próprias mãos); isto demonstra que não entendemos nada ainda e não temos agido como amigos ou irmãos dos que estão em sofrimento e dor. Os amigos de Jó agiram desta maneira, acusando-o de pecado, conclamando-o a arrepender de sua transgressão, tinham na realidade um “dedo acusador”, sem mesmo compreenderem o que se passava.
Como nós temos agido diante das dificuldades de nossos amigos? Também temos apontado motivos e motivos para a sua situação, ou temos agido com compaixão, com misericórdia e com amor para com estas vidas, sendo-lhes um braço forte, um peito amigo, e um ouvido sempre disposto a ouvir sobre suas lamúrias e reclamações; porque ainda não discerniram o propósito de Deus?
Nós conhecemos a história de Jó, seus amigos, no inicio desconheciam todo o propósito por trás de tudo; mas sabemos que não foi a Jó imputado o pecado. Mas como Bildade, temos agido da mesma maneira para os nossos amigos? Temos acusado eles de pecado e conclamado os a se arrependerem? Ou temos agido com compaixão e misericórdia, revelado paciência e um ouvido disposto a ouvir e um peito amigo, disposto a acolher?
Nós precisamos ter claro, em nosso entendimento, o amor de Deus, sua compaixão e graça para conosco. Precisamos entender que o amor de Deus se revela através destas situações, tanto em nós, através de nós, para com as vidas que nos cercam. Nós não estamos aqui para acusar, ou apontar, mas para consolar, para fortalecer e para ensinar. Precisamos sempre lembrar as promessas e o cuidado de nosso Deus para conosco.
Quando somos verdadeiros amigos? Quando deixamos de acusar e apontar o dedo para as falhas, e revelamos compaixão e graça para com todos. Revelar compaixão é se colocar no lugar do outro, é compreender a situação que está passando e ser capaz; não de acusar, mas trazer consolo, se oferecer como um ombro amigo, como um ouvido disposto a ouvir. Assim é que o nosso Deus deseja que ajamos, caso contrário estamos sendo tão legalistas como qualquer religioso.
Precisamos entender que não estamos aqui para acusar, apontar; mas sim, para revelar a justiça, o amor, a graça e a bondade de Deus. Ser amigo, ser irmão, não é querermos acusar alguém de pecado sem conhecer a sua realidade e as motivações de seu coração. Para ser amigo, precisamos é ter compaixão, revelar paciência e amor em todo e que qualquer momento.