“Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” (Romanos 14:13-21)
Quando lemos um pedaço desta carta que Paulo escreveu aos romanos, podemos nos questionar: o quanto de entedimento nos falta? O quanto estamos cegos? O quanto temos sido a igreja de Laodicéia? Estamos cegos, pobres e nus e não exergamos a nossa realidade perante o criador e nosso Senhor?
O que é amor? Quando pensamos em amor, em amar ao próximo, o que pensamos? Somente em sentimento bom, em ser prazeroso estar com a pessoa, em fazer o bem a ela? Compreendemos que o amor de Deus não é sentimento? E que este amor nada mais é que o agir em favor, merecendo a pessoa ou não? E que nossa atitudes não devem ser baseadas no que pensamos, compreendemos; mas sim, na limitação e fraqueza dos outros? Temos nos despojado de tudo? Aberto mão de nossos desejos pelo reino e pela vontade do Pai?
O que é ser escândalo para o próximo? Nâo é justamente quando agimos conforme pensamos? Conforme o nosso entendimento? E não nos preocupamos com o que os outros pensam? Ser escândalo não é falarmos que se pode beber ou comer algo, enquanto tem irmãos que acham que isso não deveria ser feito? Como nos guiamos? O que pensamos? Temos sido maduros suficientemente para abrir mão do nosso pensamento, desejos e vontade?
Somos maduros suficientemente para abri mão da bebida, da comida por causa do irmão que acredita que não deveria ser feito?
Quando não podemos responder de forma adequada a estes questionamentos (na visão da palavra), fica clara o quanto carecemos de entendimento, o quanto carecemos de transformar-nos pela renovação da nossa mente.
Precisamos compreender a vontade de Deus para as nossas vidas, como filhos, precisamos compreender o que éramos, o que Deus fez por nós, como nos transformou e capacitou. Ao termos entendimento do plano de Deus, como está nesta carta aos romanos, ao compreendermos o amor de Deus e a sua misericódia. Ao termos entendimento disto, então, compreenderemos a necessidade de transformar-nos pela renovação da nossa mente, para experimentarmos a boa perfeita e agradável vontade de Deus para as nossas vidas.
Por isso, Paulo, fala nesta carta da nossa situação, da salvação pela graça, de Deus encerrar tudo debaixo do pecado, para revelar a sua misericórdia, e então, menciona a necessidade de renovação da mente. E após falar sobre isso, então ele começa a falar como devemos viver.
Se não tivermos o entendimento do amor de Deus, de sua misericórdia e de nossa situação perante o Deus todo poderoso, jamais, seremos capazes de viver segundo o coração do Pai.
“Pois Deus colocou todos sob a desobediência, para exercer misericórdia para com todos.
Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos! “Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? ” “Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? ” Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” Romanos 11:32-36.
Coloquemos o propósito de viver a vida de Deus conforme o Seu coração e não segundo o nosso
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