Compreendemos a graça de Deus?

no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,” (Efésios 1:7, BEARA) “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos,” (Efésios 2:5, BEARA)

Talvez nunca venhamos a compreender efetivamente o significado da graça de Deus para nós. Podemos ter o endendimento de graça como sendo algo feito sem qualquer merecimento, e sem qualquer condição de realizarmos o pagamento de volta por aquilo que recebemos. Compreendemos que fomos salvos pela graça, que vivemos pela graça, temos o entendimento disto, mas qual o verdadeiro significado de graça para nós?

Sabemos que graça é que nos educa, sabemos que recebemos da graça pelo Espírito, assim como o amor é derramado abundantemente em nossas vidas, também é a graça divina, sabemos que como filhos, como herdeiros, como representantes do reino, devemos revelar o amor,  e também, a graça de Deus para com todos os homens; mas efetivamente temos revelado a mesma graça que recebemos?

Compreendemos um pouco o tamanho e o significado da graça recebida quanto a salvação? Temos vivido uma vida que expressa de forma profunda a gratidão pela graça recebida? Reconhecemos de fato o não merecimento desta graça?

Enquanto acharmos que somos merecedores de algo, enquanto pensarmos que temos direito a algo, que devemos receber alguma paga pelo que fazemos; então, ainda não compreendemos a graça que recebemos de Deus.

Precisamos ter a consciência, que estávamos separados de Deus, mortos nos nossos delitos e pecados. Nós não tínhamos condição, por mais que nos esforçássemos, por mais que nos empenhássemos de alcançar e viver segundo padrão estabelecido por Deus. Não é uma condição de querer ou desejar; mas sim, é uma questão de natureza. Viver o reino de Deus, viver segundo a vontade do Pai não depende de querermos ou nos esforçarmos para isso; mas sim, de termos da natureza que nos capacita para isso.

A nossa salvação, a salvação pela graça, reside no fato de recebermos de Deus a sua natureza, de recebermos a sua vida, vida eterna, que nos capacita e nos dá condição de andar e estar na presença eterna de Deus. Não temos condição de nós, por nós mesmos de atender este padrão. Não temos a vida de Deus. Nós a recebemos, e recebemos não porque somos bons, ou porque somos capazes de fazer algo que agrada a Deus. Recebemos não por merecimento; mas sim, por atendermos o quesito de arrependimento, de reconhecimento de nossa incapacidade de agradar a Deus. Recebemos quando confessamos nossa condição de separados, de reconhecimento de mortos em nossos delitos e pecados. Deus, gratuitamente, nos oferece a vida, quando há o arrependimento.

E por termos recebido tão grande salvação, por termos sido abençoados com toda sorte de bençãos, por termos recebido da vida de Deus; nós, podemos oferecê-la a todos. Este passa ser o nosso papel neste mundo, oferecer e revelar o amor e a graça de Deus a todos os homens. Fazemos isso não porque merecem ou porque são dignos; mas sim, porque de graça recebemos e de graça damos. Não a concedemos por nós mesmos, mas como instrumentos de revelação da vontade e do caráter de Deus.

Temos motivos para não perdoar alguém, se nós recebemos um perdão que não merecíamos? Temos condição de estar magoados com alguém, se nós magoamos a quem nos deu e nos dá a vida? Temos condição de ficarmos irados e revoltados com relação a quem quer que seja, se nós, não temos isso da parte do Pai; mesmo que falhemos várias vezes com ele?

Precisamos entender que isto é graça recebida, e da mesma forma que recebemos devemos conceder aos outros. Não podemos colocar condições e restrições; assim como não tivemos da parte do Pai, assim, devemos oferecer a todos que nos cercam da mesma graça.