“e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações. Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao Senhor. Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele.” (1 Samuel 8:5-7, BEARA)
Qual era o propósito de Deus para a nação de Israel? Não era que fosse uma nação diferente de todos os povos a sua volta? Não era para a mesma ter como o seu rei o seu Deus, e que obedecesse aos seus mandamentos e assim viveriam como um povo guardado e governado por Deus? Mas o que o povo fez? Pediu um rei, pediu alguém que pudesse ser visível e que governasse sobre eles. Eles pediram um intermediário.
Quantos de nós agimos conforme o povo de Israel? Quantos em nossos dias, dias de graça, dias que conhecemos e recebemos da vida de Deus, ainda usamos do mesmo tipo de muleta que o povo de Israel utilizou? Quantos ao invés de nos submetermos a Deus, a cumprir a sua vontade, a buscar uma vida na presença do Pai; ainda usamos dos mesmos recursos, nos submetemos a pessoas, a intermediários para resolver e nos dizer o que devemos fazer com relação as coisas de Deus? Não estamos discutindo aqui, quando substituimos o pastor, o bispo, o padre, como o nosso intermediário perante as coisas de Deus somente; mas quando recorremos as pessoas ditas por “santas” e que tem uma “palavra poderosa e forte” para nos falar sobre a vontade de Deus.
Precisamos entender que o problema não está nas pessoas que usamos como muletas pela nossa incapacidade de reconhecer que devemos buscar a Deus, que devemos nos submeter a sua vontade; mas sim, em nós, que ainda não compreendemos o nosso papel, como nação santa, como sacerdotes, como instrumentos de Deus para ele revelar a sua vontade a todos os homens.
Isto se deve muitas vezes, pela falta de maturidade, pela permanência em um estado de criança espíritual que deseja receber, receber, e não quer passar para uma vida adulta de dar, de suprir, de ser instrumento usado para a glória do Senhor. Precisamos entender que o amadurecimento e algo normal e natural na vida de qualquer pessoal, tanto nos aspectos naturais do homem, quanto na sua vida espiritual.
Não podemos e nem devemos viver a “caça” de pessoas (precisamos entender como pessoas que buscam um relacionamento profundo com Deus) com uma palavra forte, com uma bênção para a nossa vida. Precisamos deixar de usar estas pessoas como “muletas” para a nossa “preguiça” espiritual. Precisamos abandonar o velho hábito de buscar suprir a nossa necessidade dependendo de outras pessoas. Precisamos para de olhar para nós mesmos e tomarmos uma atiude voltada para a vontade e o querer de Deus.
Temos rejeitado a Deus em nosso relacionamento e temos buscado pessoas que possam nos dar a direção do que fazer e como fazer?
Precisamos parar e refletir no porquê temos feito as coisas e como temos feito e o quanto temos dependido de pessoas para o nosso relacionamento e para o conhecimento de Deus. Somos sacerdotes, somos nação santa, e como sacerdotes, somos colocados como intermediários nas coisas de Deus. Nosso papel é fazer o mundo conhecer da vontade e da vida de Deus. É nosso papel revelar graça e amor, revelar as virtudes do reino. Somos sacerdote para sermos sal nesta terra e luz no mundo. Devemos rejeitar qualquer tipo de “muleta” que por conformismo, preguiça e passividade temos adotado em nossas vidas; devemos estar sob o governo de nosso Senhor, conduzidos pelo Espírito e submissos uns aos outros, honrando àqueles que Deus tem colocado em nossas vidas para ser exemplo e nos guiar na vontade do Pai em um processo de amadurecimento, assim como foi o Senhor Jesus com os seus discípulos.