“Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor! Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber?” (Números 20:2-5, BEARA)
Quando lemos sobre, mais essa reclamação do povo de Israel, e sempre mencionando o Egito, o que pensamos sobre a atitude desta nação perante Deus? Que eram ingratos, pois Ele já os havia provido livramento em situações semelhantes como em tantas outras, e ainda assim, viviam a murmurar e a reclamar diante de uma situação dificil. Mas e nós o que temos feito? Quais são as nossas palavras, nossos pensamentos quando estamos diante de uma dificuldade?
Perguntamos: por que? Por que conosco? O que fizemos de errado? Por que está nos punindo? Nós que temos feito as coisas de maneira correta, temos obedecido, sendo bons cristãos, frequentamos o culto, damos o dízimo e oferta, por que este problema, por que esta dificuldade? Não é verdade?
Quando nos colocamos a questionar Deus, a situação, o que estamos fazendo? Estamos sendo diferentes do povo de Israel? Não, de forma alguma. Estamos de fato, fazendo o mesmo que este povo.
Se achamos que com as nossas reclamações, murmurações, iremos aprender algo, a crescer e a amdurecer espiritualmente, estamos redondamente enganados. Quando nos colocamos a reclamar da situação e não a dar graças; pois todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus; o que estamos fazendo na realidade é demonstrando que ainda não conhecemos e nem experimentamos do verdadeiro conhecimento e amadurecimento que o Senhor deseja para as nossas vidas.
Nenhuma tribulação, nenhum problema vem a nossa vida por acaso. Não somos obra do acaso, e nem vivemos infortúnios. O que nos acontece, as coisas pelas quais passamos, tem a mão poderosa de nosso Deus que deseja que amadureçamos para sermos úteis ao seu reino e para a sua glória.
Antes de iniciarmos um processo de despejar ladainha diante de Deus, murmuração e reclamação, devemos parar e meditar: “o que o Pai deseja que aprenda com isso?” Se não fizermos isso, não seremos o instrumento de Deus para revelar a sua glória. Mudemos a nossa atitude, a nossa forma de pensar. Precisamos honrar o Senhor e glorificar o seu nome em todas as situações. Quando temos uma atitude diferente do que deveríamos como conhecedores de Deus e do seu amor, estamos na realidade, retardando o Seu processo para a nossa vida e para a vida das pessoas a nossa volta.
Diante dos problemas e dificuldades, então, paremos e meditemos para entender qual a vontade do Senhor, mas antes de tudo, devemos dar graças; pois estamos nas mãos do que é poderoso, inclusive para nos ressuscitar dentre os mortos. A ele devemos toda a glória e todo o louvor. Sejamos filhos, sejamos manso diante do trono de graça, perante o qual fomos e somos apresentados pelo sangue de Jesus Cristo que nos purifica e nos apresenta santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de nosso Deus e Pai.