Quando pensamos em fazer o melhor, em dar o melhor de nós para Deus, o que queremos de fato dizer? Qual é a vontade do nosso coração e mente? Que entendimento temos de dar o melhor de nós para Deus? Podemos nós oferecer algo de bom a Deus? Existe algum sacrifício, alguma oferta que podemos colocar diante do Senhor?
Precisamos ter o entendimento claro a cerca das coisas do reino, da vontade do Senhor e do seu desejo para as nossas vidas. Enquanto não compreendermos o fundamento de como as coisas funciona no reino de Deus, nunca poderemos oferecer o melhor a Deus. Sim, é verdade, podemos empenhar, podemos trabalhar, podemos fazer muitas coisas; mas se não forem realizadas segundo a vontade do Espírito Santo, sem o direcionamento do seu querer, sem submissão, sem dependência nunca será agradável a Deus.
Nós, por nós mesmos, na nossa inteligência, ou seja, na carne, não temos e nem podemos oferecer nada de bom a Deus. Não podemos fazer as coisas do reino no nosso entendimento, na nossa sabedoria e no discernimento humano. Deus pode usar tudo que somos, todo o conhecimento que temos, todo aprendizado pelo qual passamos; mas precisa haver, antes de mais nada, a dependência a entrega total a Deus do que somos.
Jesus afirmou o seguinte em uma resposta: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” (Mateus 22:37, BEARA).
Amar a Deus de todo o coração, entendimento e alma, implica que amamos a Deus acima de nós mesmos. Pensamos primeiramente na vontade do Pai, no realizar do seu querer, depois, podemos até pensar em nossas necessidades; mas viveremos primeiramente para cumprir e realizar a vontade do Pai; conforme ensinamento e atitude de Jesus. Mas para amarmos a Deus acima de nós mesmos, precisamos morrer para nós. E morremos para nós, quando fazemos a natureza humana morrer, o desejo de nosso coração baseado no pensamento do mundo. Morrer para nós mesmos, é colocar a vontade do Pai em primeiro lugar, é abandonarmos o nosso orgulho, egoísmo, cobiça e tantas outras paixões da natureza humana; para então, vivermos a vontade de Deus.
Quando morremos para nós mesmos, então podemos oferecer o melhor para Deus. Mas não será o melhor baseado no pensamento humano; mas o melhor conforme o coração de Deus. Nos colocamos nas mãos do Pai, para sermos instrumentos para revelação da sua vontade, do seu querer. Fazemos estas coisas, não como autômatos; pois Deus não se agrada da falta de entendimento; mas fazemos como uma decisão de servir, como uma decisão de amor, em favor de outras vidas, em favor da manifestação da glória de Deus entre os homens.
Queremos oferecer o melhor para Deus? Se sim, a condição básica é primeiramente morrermos para nós mesmos, para tudo que somos, para todo entendimento que temos, para o nosso orgulho, inveja, egoísmo, ou mesmo para o que achamos ser limitação ou incapacidade. E nos colocamos nas mãos do Pai, para sermos instrumentos para realizar a sua vontade. Quando fazemos assim, podemos ser letrados ou iletrados, com estudo ou sem estudo, com facilidade de leitura ou sem facilidade, não importa; Deus nos usará para revelar a sua glória, para fazer a sua vontade e para cumprir o seu querer neste mundo. Este é o verdadeiro louvor que podemos oferecer, este é o verdadeiro sacrifício que é aceito diante do trono de Deus, o aroma suave que o agrada; pois quando fazemos assim, entendemos a natureza de Deus e o seu desejo para os homens.
Podemos oferecer o melhor para Deus? Sim, quando o fazemos conforme o Seu coração e não segundo o que pensamos.