“Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gênesis 2:20-24, BEARA)
O que podemos compreender desta passagem, no que tange a criação da mulher como companheira idônea para o homem? Podemos ver que o homem deu o nome a todos os animais, e que embora se procurasse uma companheira, nos animais não se encontrou qualquer companheira que lhe fosse idônea. O que Deus faz? Do próprio homem, cria a mulher, uma companheira que tivesse a mesma natureza.
Para unir, para haver o verdadeiro casamento necessita que sejam os dois de mesma natureza, o casamento se consome na união dos dois. Assim foi o propósito o revelar de uma visão e um desejo de Deus para conosco deste o princípio, até mesmo antes da criação. O desejo de Deus de ser um, de ter relacionamento com o homem dentro do mesmo critério de natureza.
Em toda a palavra vemos estas referência a casamento, quando fala de Jesus Cristo e sua noiva. Que Deus está preparando a sua noiva, que deseja a consumação, que na volta de Jesus a sua noiva o irá encontrar.
Mas para que haja esta união, o que implica? Pode a natureza humana se unir a natureza divina? Não, é impossível que naturezas diferentes possam se unir, e formar um só corpo. Então qual é o plano de Deus? Desde a eternindade esteve no coração de Deus fazer o homem a sua semelhança, mesma natureza, conforme Jesus expressou em sua oração. Mas como dar ao homem a mesma natureza do Criador?
É nisto que vemos o amor de Deus, ele criou o homem, para que pudesse ser um com ele e ter comunhão com ele; mas a consumação desta união, somente é possível, quando o homem nasce de novo, quando nasce do Espírito, como Jesus explicou a Nicodemos, mestre da lei. Sem o novo nascimento, sem o nascimento espiritual, de forma alguma nós podemos ser um com Deus. Não podemos, porque somos carnais, vivemos segundo a natureza humana. Então, quando nos entregamos a Cristo Jesus, quando morremos com Cristo na cruz, quando reconhecemos a nossa morte, e que nele, nascemos de novo, não agora da carne, mas do Espírito, que somos vivificado, e que nascemos deste para termos comunhão com Deus; então nos tornarmos templos de Deus, morada do seu Espírito Santo, como Jesus, mesmo disse, que Ele e o Pai viriam e habitariam em nós, estaríam conosco, e que nos daria do Espírito Santo para nos guiar em toda a vontade do Pai, e para nos lembrar de todo o seu ensinamento.
Precisamos, agora, entender que o nascimento se consome no ato de nos entregarmos a Cristo Jesus, tendo o como Senhor e Salvador. Agora, iniciamos uma jornada de crescimento e amadurecimento para conhecermos da vontade de Deus. Quando nascemos de novo, recebemos da mesma natureza de Deus, a natureza divina, e por isso podemos ser um com Deus. Com o novo nascimento, iniciamos o processo de crescimento e amadurecimento para compreender e andar segundo a vontade do Pai. Este processo de amadurecimento é o que chamamos de santificação. Por que santificação? Por que neste processo abandonamos as atitudes da carne, fazemos morrer a natureza humana, para vivermos, neste corpo, segundo a natureza divina, segundo a vontade de Deus, separados para ele. Andamos neste mundo, não como cidadãos do mundo, mas do reino de Deus,filhos de Deus, tendo a mesma natureza que ele, vivendo em comunhão, estando unido com ele para revelarmos a sua glória e a sua vida aos homens.
Precisamos entender que este é o verdadeiro significado do casamento. Ou seja, a união de seres que possuem a mesma natureza, para viverem um relacionamento, onde cada um abre mão de si mesmo, para o cumprimento de um propósito maior. Assim Deus deseja fazer conosco, ao dar-nos da sua natureza; foi sua atitude com relação a Jesus, e foi a atitude de Jesus para conosco ao esvaziar-se de si mesmo para cumprir a vontade do Pai. Assim devemos ser nós, esvaziarmos de nós mesmos em favor da do Pai.
Você precisa fazer login para comentar.