Na primeira carta de Paulo a Timóteo, podemos observar uma coisa muito importante, que normalmente relegamos ou não damos importância. Falamos de fé, falamos do que cremos; mas não focamos no que somos; ou seja, no que as nossas atitudes e ações demonstram o que somos.
Na carta de Paulo, temos da parte dele para Timóteo algo muito importante, ele fala de admoestar as pessoas, quanto ao que estão fazendo, suas atitudes e ações.
Menciona como se deve apontar aqueles que são os líderes da igreja, que atitude os mesmos devem ter, fala das viúvas, como selecioná-las para receber ajuda, fala da atitude dos servos para com os seus senhores; da atitude dos ricos e no que devem focar.
Podemos achar que o importante é o que cremos, nossa fé; mas relegamos para um segundo plano, quando pensamos sobre o assunto, em de fato o que revelamos ser e a fé que temos. Precisamos entender que as nossas atitudes, nossas palavras expressam de fato o que somos, o que temos em nosso coração.
Como cristãos, precisamos entender que somos, somos, porque Deus disse que somos, e somos pela fé, ou seja por que cremos, porque cremos que somos, porque Deus falou que somos, então, fazemos. Fazemos pelo que somos, e porque cremos nas palavras do Senhor.
Se Deus diz que somos filhos dele, recebemos de sua natureza, então cremos nesta palavra, e por crermos no que ele fala, nós demonstramos em atos, fazemos, o que de fato somos. Por isso, não deve existir em nós qualquer atitude que seja contrária ao que Deus disse que somos.
Pode Deus mentir? Pode Deus ser avarento? Orgulhoso? Arrogante? Hipócrita? Enganar as pessoas? Ser estúpido, grosso com amigos, colegas, familiares? Roubar? Ser grosso no trânsito? Sonegar impostos? Não, Deus não é nada disso e não expressa nada disso em sua palavra, nos seus atos e no que faz por nós. Então porque achamos que para nós está tudo bem sermos tão diferente do que Deus diz que somos e no que fomos feito no novo nascimento?
Fomos feitos filhos, recebemos da natureza divina para revelarmos o Deus vivo através de nós? Fomos feitos filhos para sermos semelhantes ao Senhor Jesus, se somos tudo isso, porque devemos e insistimos em continuar a ser o que já não somos, e sim o que éramos? Quando compreendemos que precisamos fazer morrer a natureza humana, é justamente por este motivo, para que a natureza de Deus se revele em nós e através de nós.
A santificação não é algo opcional para quem é filho é a única forma de expressar o Deus vivo e verdadeiro que dizemos conhecer. A santificação é a forma que temos para revelarmos o Senhor, para sermos transformados de glória em glória na imagem de Jesus; para revelarmos neste mundo o Deus vivo e verdadeiro que conhecemos. Fazemos isso, não para aproximarmos mais de Deus, nos santificamos não é por nossa causa, para sermos mais aceitos por Deus. Buscamos a santificação por causa das pessoas, para apróximarmos Deus mais das pessoas; pois ele se expressa através de nós, revelando a sua graça, seu amor para com todas as pessoas.
Sejamos filhos, mudemos nossas atitudes, transformemos a nossa forma de pensar, renovemos a nossa mente para experimentarmos a verdadeira, a única a boa e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas; para que o seu nome seja glorificado e exaltado pelo que revelamos ser.
Sejamos filhos, e como filhos, revelemos o Deus que afirmamos conhecer em palavras. Mas levemos este Deus vivo e verdadeiro a todos os homens, em todos os nossos relacionamentos.