“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14:21, BEARA). “contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou…..” (João 14:31, BEARA).
Podemos falar que amamos alguém, que amamos muito, mas se não expressamos em atitude o que falamos dificilmente aquele que houver irá ver o amor que declaramos ter. Mais difícil ainda de acreditar é quando falamos que amamos e somente magoamos, ferimos, e não fazemos o que agrada ao outro.
Se assim agimos, se assim pensamos, por que temos a impressão que se falarmos que amamos a Deus, isto será uma verdade? Podemos declarar, podemos cantar, podemos chorar; mas se não fazemos o que o Senhor manda, ou seja, se não cumprimos os seus mandamentos (suas palavras), se não fazemos o que lhe agrada, nós de fato, não amamos a Deus. Amamos, expressamos o nosso amor, não pelo que falamos; mas sim, pelo que fazemos. As nossas atitudes devem ser não o que pensamos agradar o outro ou a Deus; mas sim, o que agrada ao outro e o que é expresso como vontade de Deus.
Jesus não fez o que ele achava que era expressão de amor para com o Pai, mas sim, fazia o que o Pai pedia. Nós expressamos o nosso amor pelo nosso conjuge, não pelo que fazemos para eles, mas pelo que eles esperam de nós. Se eles esperam ou pedem algo, e nós fazemos, então nós expressamos o verdadeiro amor pela pessoa. Para o nosso Deus é a mesma coisa, amamos, pelas atitudes que tomamos com relação ao que lhe agrada e não pelo que achamos que seja o suficiente para expressar o que entendemos ser amor. Compreendemos este fato importante? Não é o que fazemos, não é o que pensamos que agrada ao outro, mas sim, a nossa atitude perante o que o outro espera de nós.
Quando expressamos o nosso amor para com as pessoas? Quando fazemos o que achamos que elas precisam? Quando falamos o que precisam ouvir? Quando falamos de seus erros para que mudem? Não; mas sim, quando somos capazes de suportar as suas fraquezas, quando somos capazes de compreender a suas limitações, quando entendemos o seu ponto de vista e somos capazes de abrir mão e pacientemente esperar pelo seu amadurecimento e compreensão daquilo que queremos ensinar, quando agimos de forma abrir o seu entendimento, fazendo com que pense e questione a si mesmo, e não quando apontamos as suas falhas e erros com um dedo acusador. Assim é que o Pai faz consoco, e assim devemos fazer para com as pessoas. Amar é pacientemente ensinar, é de forma longânima esperar pelo tempo e pelo crescimento que Deus concede. Devemos sim, em nossas atitudes expressar e pacientemente ensinar.
Imagine se Deus fizesse conosco o que normalmente fazemos com as pessoas, não estaríamos nós destruidos e banidos da face da terra há muito tempo? Não é ele longânimo para conosco? Não tem ele paciência para conosco? Por que achamos que somos diferentes e que devemos agir de forma mais exigente? O amor tudo espera, tudo suporta. Não existe, portanto, amor sem atitude. Não existe amor, sem que haja a paciência, a longaniminidade, o aceitar e respeitar o limite dos outros.
Como precisamos aprender o que siginifica amor! E o que significa amar as pessoas!