“… O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber.” (1 Coríntios 8:1-2, RA Strong). “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem.” (1 Coríntios 10:23-24, RA Strong). “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31, RA Strong)
“E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (1 Coríntios 8:13, RA Strong). “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.” (1 Coríntios 8:9-11, RA Strong).
“Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Coríntios 9:26-27, RA Strong). “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. ” (1 Coríntios 10:33-11:1, RA Strong).
Qual tem sido a nossa atitude nos relacionamentos com os irmãos que são mais fracos na fé? Como temos reagido e que atitude tomamos? Agimos com egoísmos, pensando no nosso conhecimento e entendimento, ou temos limitado as nossas ações por causa do entendimento dos demais? Pensamos somente no atendimento de nossos interesses ou no interesse dos outros, no seu crescimento e fortalecimento? Que limites temos colocado para as nossas ações, palavras, expressão do ponto de vista, considerando as limitações e restrições daqueles que nos cercam? Nos preocupamos com a sua edificação, seu fortalecimento e crescimento? Ou nosso objetivo é escandalizar e demonstrar que somos “mais livres” e “dotados de saber”?
Nas atitudes de Paulo podemos tirar o exemplo do que fazer e como fazer. Ele dotado de todo o conhecimento que possuia, toda revelação que tinha recebido, todo entendimento do reino e da vontade de Deus, o que preferia fazer? Demonstrar este conhecimento e agir segundo o conhecimento que possuia? Não. Ele agia pela consciência do mais fraco, daquele que era mais limitado em entendimento e conhecimento. Preferia deixar de fazer as coisas a escandalizá-lo. Compreendemos esta atitude e podemos agir da mesma maneira nos nossos relacionamentos. Temos de fato reduzido os nosso corpos a escravidão, submetendo-o a vontade do Espírito para que o querer de Deus ser realize através de nós, na edificação e fortalecimento das vidas a nossa volta?
Precisamos em cada ação, nos relacionamentos que temos decidir sempre qual será a nossa atitude. Não podemos agir, para o atendimento de nossos interesses, não podemos agir segundo o que pensamos ou achamos ser o conveniente e o correto; devemos sim, nos conduzir pelas limitações de nossos irmãos e pessoas com quem relacionamos. Precisamos revelar ao mundo o verdadeiro conceito de liberdade que temos e alcançamos em Cristo Jesus. Precisamos abandonar o conceito de ser livre é poder fazer o que queremos e desejamos; mas sim, seguir segundo o conceito de liberdade que temos em Cristo, liberdade limitada pelo amor, onde fazemos não o que queremos; mas sim, o que compreendemos ser bom para edificar e levar as vidas ao conhecimento e a plenitude de Cristo.
Os limites do amor não estão relacionados a limitar os outros, mas sim, a nós, ao que fazemos e como fazemos. No amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que em nós habita, leva nos a limitar as nossas ações e opiniões de forma que seja preservada a edificação e o fortalecimento do corpo de Cristo para a glória do Pai, para que a verdadeira união (unidade no Espírito) seja revelada através da igreja.