“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10, RA Strong). “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1 Coríntios 6:12, RA Strong)
“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Coríntios 6:19-20, RA Strong). “Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens.” (1 Coríntios 7:23, RA Strong)
Por que Paulo mistura caracteristicas tão diferentes e que tratamos como se fossem graus diferentes de erros? Por que são todos tratados como injustos? O que podemos entender desta colocação? Por que ficarão fora do reino de Deus? Por que o avarento, o idólatra, o maldizente são colocados no mesmo”balde” e tratados da mesma forma quanto a serem excluídos do reino de Deus? Que ensinamento podemos tirar? Em outras passagem, no livro de apocalípse, João inclui, também, nesta categoria os mentirosos. Qual é o critério de justiça de Deus? Pois humana não pode ser. Por que são estas pessoas excluídas do reino de Deus?
Precisamos entender o aspecto de natureza, de origem, do que somos. O que os que cometem essas injustiças tem em comum? Um só aspecto, o interesse próprio, o defender e fazer o que lhe dá prazer, ou o querer esconder o que é. No fundo, o orgulho, a arrogância, ou a cobiça. São aspetos da natureza humana que não fazem parte da divina. Como já temos claro o entendimento, não dá para misturar natureza humana e divina. São incompatíveis, são como água e óleo, não se misturam, é impossível. Possuem natureza diferente. Não dá para misturar coisas de natureza diferentes.
Precisamos entender o conceito de injustiça para o nosso Deus. Enquanto não compreendermos não seremos capazes de viver de forma a glorificar a Deus em nossos atos. Precisamos entender que não dá para viver o reino de Deus fora do conceito de justiça divina. Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor, nos reconcilia, não para continuarmos a viver da mesma forma, tendo a mesma natureza. Precisamos entender que morremos para a nossa natureza humana, não devemos mais viver segundo a nossa natureza, segundo o que pensamos, e nem da forma como pensamos. A nossa justiça, no nosso conceito do que seja certoe e errado, não chegam perto da justiça divina do conceito da forma como devemos viver.
Quem não poupou o filho, quem não se deu em nosso favor, nós que éramos injustos, mortos nos nossos delitos e pecados, não mereceredores de qualquer ato de misericórdia, conhecemos, no que Jesus fez, o verdadeiro amor, a verdadeira justiça de Deus, ou seja, o se dar em favor dos outros.
Quando decidimos viver de forma diferente deste conceito de justiça, estamos vivendo fora da vontade de Deus. Precisamos aprender sobre o amor de Deus, sobre a sua graça e vontade, para nos submeter por inteiros ao que tem a verdadeira vida, a vida eterna, para nos conceder. Por isso, qualquer ato, que tenta previlegiar, beneficiar, ou que tenha qualquer ato de egoísmo, orgulho, inveja, hipocrisia, mentira, estão e são contrários a natureza de Deus. E quem tem ciência disto, e continua a viver em rebeldia (fora da vontade de Deus) de forma alguma pode herdar o reino de Deus, pois não conheceu e o não conhece.
O processo de santificação, a busca para sermos semelhantes a Jesus é condição para revelarmos quem somos, e a quem desejamos servir: a nós mesmos, ou ao nosso Deus a quem declaramos amor, honra e glória. Glorificar o Senhor, santificar o seu nome é nos submetermos a sua vontade, é cumprirmos o seu propósito e desejo para as nossa vidas. Amar a Deus é buscarmos ser expressão, é sermos cartas vivas, é sermos o bom perfume de Cristo, revelando a sua fragância de vida onde estivermos. Não somos nossos, somos do Senhor, para a sua glória e louvor. Por isso, não podemos viver para nós mesmos.