“Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é lançado em lugar escuso? Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina. ” (Mateus 15:17-20, BEARA).
Compreendemos as palavras de Jesus? Compreendemos a verdadeira transformação realizada por Deus em nossas vidas e o papel que desempenhamos neste processo de revelar a obra e a transformação realizada por Deus em nós? Em nossas atitudes, nos nossos relacioamentos, estamos preocupados em mudar o exterior, a apresentação do “pacote”, ou estamos realmente preocupados na manifestação do que tem dentro do pacote? O que fazemos, realizamos com que motivação no nosso coração?
Precisamos ter o entendimento que fomos sarados, curados e transformados, que o nosso espírito foi reconciliado com Deus, agora, morada do Espírito Santo. O que estava morto, separado de Deus, foi reconciliado, ou seja, fomos reconciliados com o Pai, pelo novo nascimento. Recebemos da vida de Deus, recebemos do Pai, tudo que precisamos para andar segundo o seu coração. Para cumprir neste mundo o seu propósito e plano para as nossas vidas, para vivermos e andarmos neste mundo como cidadãos do reino de Deus.
Quando Jesus disse que o reino de Deus não vem em visível aparência, e que ele estava dentro de nós, é sobre este aspecto que ele comentava, sobre a vida de Deus em nós, que flui do interior para o exterior, alcançando vidas e corações. Mas como revelar o que tem no coração, como levar o processo de transformação realizado em nosso interior por Deus, para o mundo exterior, ou seja, nos nossos contatos e relacionamentos que temos?
Este é o processo de transformação, de santificação, de revelar Deus em nós, para a glória do Pai. A santificação, nada mais é que o abandono da vida segundo a natureza humana, e o viver a nova vida recebido de Deus, segundo a natureza divina. Quando Jesus disse que era para por a mão no arado e não olhar para trás, ou quando os apostólos, falam de fazer morrer a natureza humana, estão falando da mesma coisa. Quando Jesus disse para escolher a porta estreita, e não a larga, ele estava falando de fazer estas escolhas, entre o que era fácil, segundo o conceito do mundo, e as escolhas do reino de Deus, da natureza Deus, que são contrárias as do mundo.
Quando fazemos estas escolhas, quando fazemos morrer a natureza humana, o que estamos fazendo é submetendo a nossa alma a direção do espírito que foi reconciliado com Deus. Quando assim fazemos, não só estamos inundando todo o nosso ser com a verdadeira vida, com a vida eterna, que provém do criador, como o processo de transformação está sendo realizado em nós para a glória do Pai. E em cada passo, em cada tribulação, em cada processo de aprendizagem, crescemos, amadurecemos, e de nosso interior irá fluir a verdadeira, a vida abundante que procede de Deus. Quando assim fazemos, então a verdadeira vida de Deus se revela em nossas palavras, em nossos atos nos relacionamentos que mantemos com as pessoas.
Não existe outra forma de revelar a vida de Deus, de efetivamente fazermos morrer a natureza humana, e deixar que a vida de Deus flua em nós e através de nós. Somente experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade do Pai, quando transformarmos a nossa forma de pensar, quando deixarmos de pensar segundo o mundo, e passarmos a fazer segundo a natureza divina que nos foi concedida. Ou seja, quando fizermos a natureza humana morrer em nós. Somente assim, fluirão os verdadeiros rios de água vida de nosso interior. Um coração puro, somente é alcançado, com a vida de Deus fluindo em nós.