Amor pelos que não conhecem a Deus

“Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência: tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne. São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! ” (Romanos 9:1-5, RA Strong).

Paulo nestes versículos, de sua carta aos Romanos, expressa de forma tão profunda o seu amor por aqueles que estavam perdidos e separados de Deus. E seu objetivo sempre foi levar a mensagem, as boas novas aos judeus, procurando apresentar a verdadeira mensagem da salvação e redenção. Em todo o seu trabalho de amor pelas pessoas, falava primeiramente aos judeus, apresentando as boas novas; após rejeição ele se volta para os gentios.

Quando ele diz que preferia ser anátema (maldito) por causa dos seus irmãos. Ele demonstrava o amor de Deus derrado em sua vida em favor das pessoas. Ele abria mão do que tinha em favor daqueles que não conheciam a Deus, só para que experimentassem o amor e graça divina. E nós? O que temos feito pelas pessoas que não conhecem a Deus? Temos e nos oferecemos a Deus para que estas vidas sejam alcançadas? Queremos que cada um experimente da graça e do amor de Deus? Estamos preocupados com aqueles que não conhecem a luz e não tem entendimento sobre a salvação oferecida por Deus a todos os homens? Ou somos dos que estão preocupados com a nossa carreira, o nosso sucesso, o ter um vida financeira melhor?

O que temos feito de nossas vidas com relação ao propósito de Deus? Temos santificado os nossos atos para que a glória de Deus se revele através de nós? Temos vivido uma vida pela direção do Espírito, santificando, rejeitando as obras das trevas, o pensamento do mundo e o atendimento de nossa natureza humana? Temos transformado, renovado as nossas mentes para experimentar da boa, perfeita e agradável vontade de Deus? Ou temos continuado a viver da mesma forma que víviamos no mundo?

Achamos um escândalo e uma absurdo falar da cruz de Cristo, falar da morte, do rejeitar o que somos, nossa natureza e vontade em favor do reino de Deus? Em favor das vidas?

Somos capazes, como Paulo, de abrir mão de tudo que temos, que somos em favor das vidas; assim como ele fez? Ou temos agido mais na surdina como muitos religiosos, inclusive Nicodemos que foi ver Jesus de noite? Temos vergonha do evangelho?

Enquando não mudarmos a   nossa atitude, nossa visão sobre o mundo e nosso papel neste, não poderemos cumprir a vontade de Deus e viver a vida de Deus em nós e através de nós, para alcançar outros corações.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e paciência, nos ensinando e mostrando a sua vontade, não só isso, mas abrindo a nossa mente para que possamos ser vasos úteis a sua obra. Precisamos morrer para nós, para deixar a vida de Deus fluir em nós e através de nós, revelando o seu amor e sua graça para com todos os homens.