“Paulo, servo de Jesus Cristo, …” (Romanos 1:1, RA Strong).
Servo, origem da palavra “doulos”, aquele que está algemado, preso, amarrado. Foi comprado por um preço. O menor dos servos, o mais insignificante. Aquele a quem é atribuida a obrigação de servir a todos. O menor dos servos, o mais inferior de todos. Mesma referência que Jesus usou na ceia quando lavou os pés dos discipulos. Na época de Jesus, o servo que lavava os pés era o menor de todos, a quem era atribuido os piores serviços. Aquele que estava na base da pirâmide dos servos.
Um pergunta: nos vemos assim, como Paulo se via? Nos vemos como servo de Jesus, como aquele que foi chamado para servir a igreja, ao reino de Deus? Aquele que não tem escolhas, que não importa o serviço e que tem um único propósito servir ao seu senhor?
Ou nos consideramos suficientemente bons que achamos que não precisamos servir? Achamos que somos merecedores de honra? Ficamos ofendidos? Nos magoamos? Ficamos irritados por pouca coisa? Como nos comportamos quando as pessoas são grossas conosco? Qual a atitude que tomamos? Buscamos os nossos direitos?
Esta é a diferença entre a teoria e a prática. Sabendo e conhecendo como devo me comportar, qual a atitude que tomamos? Jesus disse que deveríamos oferecer a outra face, que deveríamo caminhar duas milhas quando exigissem de nós uma, que deveríamos servir, para sermos grandes no reino de Deus. O que temos feito? Temos agido conforme a palavra de Jesus, ou temos agido como as pessoas no mundo agem?
Se sou servo de Jesus, se quero honrá-lo, se desejo que a minha vida seja expressão daquilo que ele é, se anseio por ser a carta viva, ser o bom perfume de Cristo, então devo agir como ele agiu. Não se pode esperar uma atitude diferente. Se agimos diferente, então negamos a ele mesmo, e negamos o que dizemos ser. Não dá para ser servo, e ao mesmo tempo ser arrogante e orgulhoso. Não dá para dizer que é cristão e ao mesmo tempo, demonstrar incapacidade de servir.
Nisto tudo, podemos observar o quanto temos feito morrer a natureza humana. Se não fizermos morrer esta natureza pecadora, e que deseja viver de forma contrária a natureza divina, de forma alguma revelaremos a obra redentora e transformadora de Deus em nossas vidas. Ficaremos, como os religiosos, somente na teoria. Falando sobre o que deve ser feito e como deve ser feito; mas não fazendo nada do que exigimos das pesssoas.
Que renovemos e transformemos a forma de pensar; que voltemos a nossa mente a submissão do espírito, para conhecer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para as nossa vidas, e que vivamos uma vida de servo que expressam de fato o Senhor a quem dizemos servir.