“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6, RA Strong). “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,” (Filipenses 2:12-15, RA Strong). “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,” (Filipenses 3:12-13, RA Strong).
Qual deve ser o nosso maior desejo? Em quem devemos espelhar as nossas vidas e que atitudes devemos ter? O que precisamos fazer?
Como filhos, como conhecedores da verdade, por termos o entendimento da transformação, do novo ser criado em Deus, devemos colocar todo o nosso empenho, todo o nosso conhecimento, todo o nosso desejo em compreender, em nos submeter, em vivermos uma vida plena na dependência completa daquele que nos salvou do poder das trevas; porque ele sabe de tudo, nos conhece profundamente, até mais que nós mesmos, e nos ama sem medida.
Fomos reconcliados com Deus, nascemos de novo; mas precisamos, sermos luz neste mundo, sermos sal nesta terra, revelar o Deus que deu a vida por nós e nos deu de sua natureza e da sua vida. Somente seremos o que precisamo ser, pelo poder de Deus, quando, esmurrarmos o nosso corpo, reduzindo-o a escravidão para servir a justiça e não ao pecado. Quando não atendermos os desejos da carne, e realizarmos a vontade de Deus, que nos deu vida e nos restaurou, capacitou para vivermos como cidadãos do reino. Este é o processo de santificação e quando Paulo fala sobre desenvolver a salvação com temor e tremor, o que ele está falando é sobre a consolidação do que Deus fez. É para revelarmos a natureza e a vida eterna de Deus, através da submissão de nossa alma e corpo ao dirigir da vida pelo espírito, que está em comunhão com o Espírito Santo que o Pai nos deu, para nos guiar em toda a sua vontade.
Como filhos, devemos buscar o amadurecimento espiritual, devemos por o nosso empenho em vivermos uma vida santa, uma vida que revela o caráter de Deus em tudo o que fizermos. Precisamos aprender a depender de Deus e cumprir o seu desejo. Desenvolver a salvação, manifestando Deus através de nossos atos, sendo luzeiros neste mundo, implica em deixar de viver como o mundo vive. Em deixar de pensar da maneira que o mundo pensa, devemos abominar o pecado, o egoísmo, a vontade própria, e até mesmo, devemos abominar o querer fazer o bem, pela nossas próprias forças; mas reconhecermos e dependermos em tudo de nosso Deus, assim como uma criança age em relação aos seus pais.
Desenvolver com temor e tremor é reconhecermos o poder de Deus e revelarmos o nosso amor pelo Pai e pelas suas coisas, é desejarmos que ele seja glorificado em tudo o que fizermos, e ansiarmos para não revelar qualquer coisa da carne em nossas atitudes. É reconhecermos que o nosso Pai, nos deu vida, ,para vivermos como ele, para revelarmos a sua justiça em tudo.
O temor se revela através da manifestação do amor de Deus que nos é concedido em Cristo. Quando colocamos o nosso coração, nossa mente e o nosso corpo em realizar a vontade de Deus; é vivermos uma vida voltada para atender os desejos e a vontade de Deus; e não a nós mesmos. É nos doar em favor da vontade do Pai, é termos a mesma atitude de Jesus, é esvaziarmos de nós mesmos e nos submetermos a vontade do Pai.
Não existe expressão de amor a Deus se não existe a manifestação da vida de Deus em nossos atos e palavras. Precisamos desenvolver a salvação para que a vida de Deus se revele em nós para a glória do seu nome.