Permanecer na luz

“(e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),” (1 João 1:2, RA Strong). “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.” (1 João 1:5-6, RA Strong). “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. ” (1 João 2:6, RA Strong). “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.” (1 João 2:9-10, RA Strong). “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2:15-16, RA Strong). “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.” (1 João 2:28, RA Strong).

Como seria bom se palavras pudessem expressar algo tão profundo e tão cheio de significado quanto ao que João escreve em sua carta! Precisamos pedir ao Pai entendimento, precisamos chegar a sua presença com coração sincero, desejoso de conhecer a Deus, sua vontade e seu querer para nós aqui neste mundo. Precisamos deixar de sermos religiosos, cheios de liturgias, cheios de “manias” e cheios de religiosidade. Precisamos compreender a nossa realidade, a obra de Deus, o que ele fez em nossas vidas, e assim, pormos todo o nosso esforço em cumprir e realizar o propósito dele para nós aqui nesta terra.

A vida eterna manifestada, é a própria vida de Deus, é tudo o que ele é revelado a nós e a nós concedido, quando recebemos o Espírito Santo. A vida de Deus dada a nós. Quando falamos que conhecemos a Deus, que andamos com Deus, devemos revelar esta vida, a vida eterna, cheia de toda a sua justiça. Não podemos achar que dá para viver mais ou menos, viver com um pé no reino de Deus e outro neste mundo. Não dá para continuarmos ser cristãos pela metade, só de palavras. Temos que ser cristãos por inteiro, temos que revelar Jesus, sua vida, o que ele é, em tudo o que fizermos. Esta é a vida eterna manifestada e concedida a nós.

Quando falamos que conhecemos a Deus, mas continuamos a viver uma vida, ou seja, permancemos cometendo o pecado tendo conhecimento dele, não existe em nós a vida de Deus. Pois esta vida que nos foi concedida nos capacita para vivermos segundo o querer e o desejo do Pai. Permanecer em Deus e permanecer simultâneamente no pecado, não existe. Onde a luz, as trevas se dissipam. Mas compreendemos o conceito de pecado? Pecado não é simplesmente o mentir, roubar, enganar, a hipocrisia, matar, cometer corrupção. O pecado está muito além disso, devemos enxergar o pecado, como qualquer ato contrário a natureza do Deus que dizemos conhecer. Qualquer coisa que o Espírito nos diz para fazermos e não o fizermos estamos cometendo pecado, pois estamos transgredindo aquilo que ele nos determina. Qualquer ato de indiferença, qualquer ato que revela a natureza humana em nós, qualquer atitude de independência da nossa parte, qualquer egoísmo, orgulho, arrogância, etc. tudo isso é pecado; pois é contrário a natureza de Deus.

Não existe trevas na vida eterna, por isso, em nosso processo de amadurecimento e conhecimento de Deus devemo abandonar tudo que ele nos revela, como sendo contrário a sua vontade, seu plano e querer para nós. Onde existe o amor do pai manifesto, não haverá a natureza do homem. Fazermos morrer a natureza humana, nos levará a sermos luz neste mundo, a manifestarmos a vida de Deus que nos foi concedida no novo nascimento. Quando João escreve que não devemos amar o mundo, ele está falando de qualquer coisa que procede da natureza humana, não só coisas, que conhecemos como sendo do mal, mas também, qualquer coisa boa, desde que isto proceda da vontade do homem.

Precisamos viver e andar segundo o coração, segundo a natureza de Deus, revelando em tudo da sua vida, e nada da nossa vida. Somente assim, nosso Senhor será glorificado e honrado neste mundo. Quando assim vivemos, não existe qualquer razão para separação, para a divisão; por mais que achemos ser isso natural. Pois não é natural na vida de Deus. Permanecer na luz é andarmos segundo a natureza e a vida de Deus concedida a nós.