“Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,” (2 Pedro 1:3-4, RA Strong). “por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio com o domínio próprio, a perseverança com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2 Pedro 1:5-8, RA Strong). “Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis,” (2 Pedro 3:14, RA Strong)
Como confundimos as coisas. Ficamos ansiosos pelo que não é importante e achamos que temos o controle, desejamos ter o controle, e fazemos coisas que não são importantes, como tomamos atitudes que não trazem qualquer benefício para nós.
Precisamos compreender que Deus deseja filhos maduros, maduros espiritualmente e que a maturidade espiritual, não tem nada a ver com o ser uma pessoa madura neste mundo. Pois no mundo ser maduro é ser responsável pelos seus atos, é procurar ter controle da situação, é tomar atitude que resguarde situações de emergências, é se preocupar com o futuro, etc. A imaturidade é o oposto.
No mundo espiritual, maturidade está ligada ao fato de dependermos inteiramente de Deus. De reconhecer nele o nosso provedor, de saber que nele está o nosso futuro (que por sinal já está assegurado independente do que possa ocorrer), que nele qualquer coisa que vier é o melhor para nós. Ele cuida de nós, ele provê o alimento, o vestuário, as coisas que necessitamos. Sermos maduros é reconhecermos que ele nos ama e o melhor para nós é o que nos é concedido, assim como fazemos com os nossos filhos. Nós não damos o que eles pedem, mas o que precisam.
Por isso, precisamos compreender que quando Jesus disse que precisamos ser como crianças; não está falando de imaturidade, irresponsabilidade, falta de compromisso. Mas agir como criança é termos a mesma atitude de filhos, de nossos filhos, eles estão preocupados se terão o que comer e vestir? Estão preocupados com o dia de amanhã? Se terão uma fonte de sustento ou não? Se os pais estarão presentes ou não? Se o dia vai ser ensolarado ou chuvoso? Não nunca pensam e nunca ficam ansiosos pelo dia de amanhã. Sofrem somente hoje, somente o agora pelas coisas que lhe acontecem. Se dermos uma bronca, choram, lamentam, reclamam; mas pouco tempo depois, estão em nossos braços, beijando e pedindo outra coisa.
Com os irmãos e amigos, se discutem e brigam, não ficam magoados muito tempo; logo estão juntos e brincando novamente. Isto é ser criança, e esta atitude que Deus deseja que tenhamos. É assim que precisamos aprender. Descansar no Pai, pois ele tem cuidado de nós.
Agora, o que é importante? O que precisamos fazer? Para onde devemos correr? Onde devemos manter os nossos olhos atentos? Em sermos semelhante ao nosso Deus. Sermos imitadores de nosso Deus, sermos imitadores de Jesus Cristo, nosso Senhor. Isto, sim, é importante.
Precisamos ser irrepreensíveis, precisamos viver de forma santa, precisamos ser santos; pois o nosso Deus é santo. Vivemos neste mundo para sermos semelhantes ao nosso Pai. Ele deseja filhos nos quais a sua alma se compraz. Tenhamos atitudes de filhos, busquemos a santificação por causa do Pai e de nosso Senhor, para que o seu nome seja glorificado entre os homens pelo que somos.
Existimos neste mundo, não para viver como se vive no mundo, mas sim, para vivermos o reino de Deus neste mundo e assim, glorificarmos ao Pai que nos dá vida.