Santificação – processo para revelar a Deus

“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas. No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” (Tito 1:15-16, BEARA)

Somos julgados e criticados pelo que falamos ou pelo que fazemos? Pensamos, ou nossas atitude levam nos a pensar que somos julgados pelo que falamos; mas não, precisamos entender que somos julgados pelas pessoas, criticados, quando as nossa atitudes são divergentes de nosso falar. Falamos uma coisa e fazemos outra.

Quando falamos que amamos a Deus; mas fazemos tudo que é contrário ao que afirmamos; então as pessoas irão ver o que fazemos, não o que falamos e nos chamarão de hipócritas e mentirosos. Quando dizemos que a amamos a Deus, mas odiamos as pessoas, fazemos acepção, criticamos, demonstramos em todo o tempo irritação, incapacidade de acolher, de ensinar, de pacientemente guiar a cada um a um conhecimento maior, simplesmente criticando, desonrando, falando mal, estamos revelando Deus em nossos atos, sobre o qual dizemos que acolhe a todos os homens?

Precisamos entender algo fundamental, quando Paulo escreve que somos o bom perfume, a fragância de Cristo, ou que somos cartas vivas; ele está falando de demonstração de vida, de revelação, em atos, das palavras do Senhor. Por que admiramos o testemunho de viciados e drogados que foram salvos que conheceram a Jesus? Porque vemos em suas vidas transformação, o verdadeiro arrependimento e mudança de atitude. O morrer para aquilo que eram. Mas e para os chamados “normais” e “bons” da sociedade o que deveríamos esperar? Todos nós somos pecadores, todos nós transgredimos a vontade de Deus. Mas que atos revelam que tivemos uma mudança de atitude? Um verdadeiro arrependimento? O muito estudar a bíblia, o pregar?

Quando negamos que conhecemos a Deus? Pelas nossas atitudes, pelas nossas obras? Mas que obras? Invejámos aos outros, continuamos a invejar? Não ajudávamos os necessitados, continuamos a não ajudar, achando que eles, como a gente, podem conseguir a mesma coisa? Éramos orgulhos, hipócritas, arrogantes; continuamos a ser? Achávamos que todos eram incompetentes, continuamos a achar? Fazíamos acepção de pessoa, tratando bem ao rico, ao estudado, a pessoa de boa aparência; continuamos a fazer o mesmo? Que outras atitudes podemos lembrar: mentira, ira, sonegação de impostos, omissão, indiferença para com as vidas e suas necessidades, incapacidade de compreender os limites dos outros, incapacidade de ouvir e aceitar as diferenças de opinião, avareza, não fazer boas obras, e assim tantas outras.

As nossas obras, ou seja, as nossas atitudes, no nosso dia a dia, revelam se conhecemos a Deus, se andamos com ele, se experimentamos do seu amor, ou se somos, simplesmente religiosos, que dizemos as pessoas o que fazer; mas não fazemos, assim como faziam os metres da lei.

A santificação não é para chegarmos mais perto de Deus; mas sim, para levarmos Deus mais perto das pessoas. Santificamos os nossos atos, fazemos boas obras, simplesmente porque é natural, porque faz parte de nossas vidas, e por que revelamos o Deus que dizemos conhecer em palavras. Somos capazes de expressar na prática o que falamos na teoria.

A santificação é um processo, é um processo, porque dia após dia, o Espírito nos conduz para vivermos a vontade do Senhor, para revelarmos sua graça; mas para isso, precisamos morrer para o velho homem, até mesmo para aquilo que achamos ser o melhor de nós. Deus deseja que enterremos tudo, que joguemos tudo fora para que ele reconstrua da sua maneira, do seu jeito; para revelarmos quem ele é de fato.