Filhos queridos de Deus

“Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como ele. Que a vida de vocês seja dominada pelo amor, assim como Cristo nos amou e deu a sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus!” (Efésios 5:1-2, NTLH)

Mais que filhos, somos filhos queridos de Deus. Precisamos compreender o quanto somos importantes para o nosso Deus, que mesmo, na nossa atitude que poderíamos dizer: sem qualquer merecimento, sem qualquer ato que pudesse justificar uma ação de Deus em nosso favor, que não a nossa condenação eterna; Ele se move para nos resgatar, para nos trazer para a sua comunhão. E o nosso Senhor faz isso, abrindo mão do que era e quem era para vir ao nosso meio, como homem, para que pudesse nos resgatar para o nosso Deus. Mas não só resgatar, mas fazer nos filhos.

Como podemos agir com passividade diante de tanto amor e graça revelada e manifestada a nós? Como podemos ter uma atitude de indiferença, conhecendo tamanha graça, tamanho amor, agir como se nada disso fosse importante, ou representasse qualquer sacrifício ou expressão absoluta de amor por nós? Como podemos querer ou mesmo desejar a continuar como vivíamos no mundo antes de conhecer o amor de Deus?

Não adianta dizermos que somos cristão, que estamos salvos, que amamos a Deus, mas se não vivemos conforme ele é. Continuarmos a viver uma vida que tínhamos antes, é o mesmo que rejeitar tudo que Deus fez, é afirmarmos em atos, é negarmos tudo que é o nosso Deus, sua vida e o seu amor por nós. Não temos outra palavra para expressar nossa rejeição.

Quando compreendemos o amor de Deus e sua graça, quando nos sujeitamos a Cristo, colocamos o nosso coração em compreender, em buscar e em cumprir o propósito e o tipo de vida que Deus deseja para nós. Precisamos entender que viver o cristianismo não é algo etéreo (sublime, distante, longe de nossa realidade). O reino de Deus não é algo assim, mas é algo para vivermos no nosso dia a dia. E é neste dia a dia que revelamos o Deus que conhecemos. Somente vivemos o reino de Deus, somente experimentamos da graça verdadeira, quando tomamos, dia após dia, a nossa cruz para seguir o Senhor, para viver como ele viveu em nosso meio e fez as escolhas que fez.

Se achamos que podemos continuar a viver e a buscar as mesmas coisas que buscávamos antes, então não compreendemos quem somos, e nem o nosso estado de filhos de Deus. E como filhos, temos que viver e ser como ele é. Não é uma possibilidade, não é uma alternativa, é a única maneira. Somente experimentamos de Deus, sua vida, e vemos esta vida se manifestar através de nós, quando tomamos a atitude de fazer morrer a natureza humana, para vivermos no espírito como o nosso Deus deseja que vivamos, revelando e manifestando o seu reino através de nossas vidas.

Viver o reino de Deus nesta terra é uma decisão de morrer que tomamos. Morrermos para nós mesmos, nossa vontade e desejos; para vivermos segundo a vontade e o querer de nosso Pai, que nos fez filhos, mais que filhos, filhos amados.

Tendo tal conhecimento, qual será a nossa atitude? Que compromisso temos assumido diante de Deus? Onde temos colocado o nosso coração? O que desejamos buscar? O que queremos ser? Crianças imaturas ou cristãos espirituais que podem ser usados por Deus?