“É claro que somos humanos, mas não lutamos por motivos humanos. As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos idéias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. E, quando vocês provarem que são obedientes, estaremos prontos para castigar qualquer desobediência.” (2 Coríntios 10:3-6, NTLH).
Contra o que temos lutado? Quais são as nossas armas? Quem são nossos inimigos? Temos compreensão e entendimento deste ponto importante de nossas vidas como cidadãos do reino de Deus? O que são essas fortalezas? E as falsas idéias (sofismas)? No que temos baseado as nossas vidas? Andamos pelo que vemos e sentimos, ou pelo que não vemos? Temos parado para refletir sobre estes pontos?
É muito fácil desviarmos a nossa atenção do que seja importante, do alvo, e da razão de nossa existência nesta terra, como cidadãos do reino de Deus, e focarmos nas coisas deste mundo, e até mesmo nos deixar levar pelo pensamento humano, seu raciocinio e lógica. Construimos idéias, defendemos pontos de vista, brigamos pela nossa opinião, mas será que não temos esquecido da principal razão de nossa permanência neste mundo, como filhos de Deus que fomos feitos em Cristo Jesus?
Por fortaleza devemos entender como algo seguro, algo que alguém usa para se proteger, se guardar e manter a sua posição. Sim, é isto, mas precisamos compreender, dentro do plano de Deus e na carta que Paulo escreve aos coríntios não de forma isolada, mas no contexto de tudo que estava escrevendo. Quando ele está falando de fortaleza, ele estava discutindo sobre as idéias, sobre os ensinamentos, sobre os pontos de vista das pessoa que estavam querendo escravizar aquela igreja, levando-a a um vida fora do propósito e da graça de Deus.
A maior parte da carta está voltada para o aspecto das pessoas que estavam defendo a idéia de ser de um ou de outro, como na primeira carta: sou de Paulo, de Apolo…. Devemos lembrar não vivemos neste mundo para defender homens, suas idéias e pensamentos. Vivemos neste mundo como cidadãos do reino de Deus, para que toda mente, todo pensamento esteja cativo a Cristo (preso, vinculado, subordinado, debaixo da autoridade). Não importa nossa origem, não importam os nossos pensamentos, o conhecimento, capacidade de raciocínio e argumentação. O que é importante é o quanto estamos deixando estas idéias e pensamentos nos afastarem do ensinamento de Jesus, sobre amor, sobre dependência de Deus, sobre reconhecer que nós em nós mesmos não podemos fazer nada para o Pai e o seu reino; mas que dependemos integralmente, totalmente da condução do Espírito no que vamos e temos que fazer.
A igreja de nosso Senhor não existe para ser reduto de idéias, pensamentos e opiniões de homens, mas para ser a expressão viva daquele que nos dá vida, que nos conduz a vontade do Pai. Que nos ensina sobre amar a Deus sobre todas as coisas, e a viver para fazer a sua vontade. Precisamos entender que necessitamos destruir toda idéia e pensamento que leve as pessoas a uma vida diferente do que seja a subordinação completa a cruz, a loucura da pregação, a morte para um viver segundo a natureza de Deus.
Somos capazes de morrer para nós mesmos, nossas idéias, como Paulo foi, para viver exclusivamente para vontade do Pai, para destruir toda e qualquer fortaleza que se levante contra Cristo, e conduzir todas as vidas cativas ao Senhor? A verdadeira vida segundo o coração de Deus, segundo a sua vontade para a igreja, não começa nos outros; mas em nós em cada decisão que tomamos, em cada atitude, gesto e palavra que proferimos. Pecisamos aprender a nos subordinar a autoridade e a vontade do Senhor, somente assim, viveremos uma vida de igreja onde o nome do Senhor será exaltado e glorificado.