Por que pecamos?

Sabemos e temos consciência que não devemos pecar (não viver de forma contrária a natureza de Deus); mas por que continuamos a pecar? Por que temos prazer no pecado? Ou se não temos, por que cedemos? O que nos leva a não cometer o pecado? O que necessitamos?

Estes são pontos fundamentais em nossa vida cristã (vida vivida segundo os parâmetros de Jesus Cristo, a quem chamamos de Senhor). Em Cristo temos o padrão, o modelo de vida. Nossa batalha, nossa carreira, é sermos semelhantes a Jesus; pois ele é o nosso alvo.

Em nossas vidas o que nos falta? Temos muitas vezes a impressão que vivemos em círculo, ou seja, não saimos do lugar, nossas vidas não mudam, nossas atitudes não mudam, o que pode nos levar a correr esta carreira proposta, de alcançar o alvo em Cristo? Paulo, em sua carta aos romanos nos fala do princípio, do fundamento que precisamos compreender sobre pecado, sobre as nossas vidas e sobre a obra de Deus realizada em nós.

“sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado.” (Romanos 6:6-7, RA Strong). “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” (Romanos 6:3-4, RA Strong). “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:22-23, RA Strong). “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. ” (Romanos 6:12-14, RA Strong). “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Romanos 5:3-5, RA Strong).

Quando não temos consciência, discernimento, entendimento desta obra restauradora de Deus em nossas vidas, então podemos perceber que não temos o fundamento para implementar a jornada de santificação de nossos atos que é o desejo do Senhor.

Precisamos tomar consciência, pela fé, que morremos para o pecado, para nós mesmos e para este mundo. Portanto, não existe razão por nos deixar ou nos subjugar aos fundamentos e princípios que norteiam as pessoas que não tem consciência desta realidade de Deus. Ele nos transformou, ele já nos mudou, nos fez nova criatura em Cristo Jesus, somos novo homem. Por termos recebido da natureza de Deus, da vida de Deus, por termos nascido de novo, não existe, razão para querermos continuar a viver segundo a carne. Devemos agora servir a justiça. Mas como: pela consciência que o pecado não tem domínio e que podemos refutá-lo de nossos atos diários. Em cada situação podemos decidir pelos atos de justiça, porque somos livres em Cristo Jesus e não escravos do pecado.

A santificação é o processo de aperfeiçoamento dos santos, através da tribulação, pois as mesmas nos sobrevem para que possamos aprender a escolher a viver uma vida pela fé, na dependência de Deus, e conscientes que fomos libertos do pecado. Precisamos compreender que a santificação não é para nos justificar diante de Deus, mas para revelarmos o nosso Deus as pessoas  a nossa volta. Honremos ao Senhor em nossos atos, ofereçamos os nossos membros para os atos de justiça e para a glória de Deus.