Igreja – local de cura

“Jesus ouviu a pergunta e disse aos mestres da Lei: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu vim para chamar os pecadores e não os bons. ” (Marcos 2:17, NTLH).

O que esperamos encontrar na igreja, na nossa comunhão diária, no andar juntos? Pessoas boas? Modelo de perfeição que não erram? Pessoas que são exemplo de testemunho que é glorificado por toda a sociedade?

Precisamos entender que na igreja não encontramos perfeitos, mas, sim, pecadores, doentes que reconhecem o seu estado e que estão trabalhando a cura, que tem como visão o imitar o mestre, o ser exemplo para os outros que estão buscando cura. Na igreja não encontraremos modelos perfeito; mas exemplos do que fazer, do que buscar. Encontraremos pessoas que erram, as que se arrependem. Encontraremos pessoas que, embora ofendidas, magoadas, ou maltratadas, não revidam com o mesmo troco, não vivem a lei, do olho por olho; mas são compreensivas, são misericordiosas, demonstram compaixão por outras vidas.

Na tenhamos a pretensão de achar que na igreja encontraremos o modelo que sonhamos de pessoas que não magoam outras, de pessoas que não ficam ofendidas, ou que não carregam a hipocrisia e que demonstram muita religiosidade e pouco do cristianismo.

Sim, na igreja, encontraremos todos os tipos de pessoas. Pessoas que desejam servir e honrar o nosso Deus; mas encontraremos também, pessoas que desejam simplesmente estar no meio, e que carregam religiosidade em seus atos. O que devemos fazer? Como devemos compreender tudo isso que Deus faz e permite? Devemos buscar a separação? Não, jamais, pois quando fazemos isso, inibimos o processo de cura que Deus que trazer a cada vida, especialmente a nossa.

Na igreja, devemos, compreender que é um local para curar, local onde encontraremos muitos doentes; mas são pessoas que desejam ser curadas, ser saradas, terem suas vidas restauradas para a glória de Deus. Não podemos ter a prentensão de achar que é um local de pessoas perfeitas; pois é mais fácil encontrar na igreja pessoa que reconhecem e proclamam o que são, do que fora dali. Na igreja, temos um ambiente de acolhimento, de trazer para junto, de ajudar uns aos outros. Por isso é mais fácil encontrar pecadores e doentes na igreja que fora dela. Este deve ser o princípio e a compreensão do papel da igreja, como um local de cura, de restauração de vidas.

E nós neste contexto de igreja, como temos agido? Queremos expulsar do nosso meio e convívio estas pessoas porque mancham  e trazem uma má reputação? Queremos impor regras de aparências externas para que “demonstrem” que mudaram de atitude e são outras pessoas? Ou temos agido como o Senhor Jesus, que acolheu doentes, prostitutas, cobradores de impostos e tantos outros desprezados pela sociedade; para ser um modelo, para ajudá-los no processo de transformação do seu interior, de forma que estas vidas fosse moldadas pelo Espírito de Deus?

Devemos ser exemplos, devemos ter a ousadia de dizer a qualquer um que deseja a cura, para imitar-nos. Se não podemos fazer isso é porque ainda não experimentamos o poder transformador de Deus em nossas vidas. Não morremos para nós mesmos, não permitimos que Deus nos capacite e nos transforme para sermos modelo para o  seu rebanho. Por isso, se quisermos que vidas sejam curadas, precisamos acolhê-las; mas precisamos, como Paulo, nos colocar como modelo para o rebanho de Deus. E para sermos modelos, precisamos como Jesus afirmou: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27, RA Strong). Queremos ser discípulos de Jesus?