Se não arrependermos, pereceremos

“Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. ” (Lucas 13:1-5, RA Strong)

Por que achamos que os pecados dos outros são maiores que os nossos? Por que achamos que a nossa situação é melhor do que a de outras pessoas? Por que achamos que os outros são mais reprováveis que nós mesmos? Já pensamos e refletimos sobre isso? Conseguimos ver um cisco nos olhos dos outros; mas não conseguimos ver a trave no nosso. Conseguimos enxergar a ignorância dos outros; mas não conseguimos ver a nossa própria, o orgulho, a arrogância, a prepotência dos outros sempre são maiores que as  nossas, não é verdade? Por que pensamos que a palavra de Deus irá nos julgar com base na comparação com os outros e não segundo a sua verdade. Jesus disse que quem julgava não era ele; mas as palavras proferidas.

Agora, faz diferença, o quanto achamos que somos melhores que os outros? Diante das palavras do Senhor, não. Não importa. Não somos mais e nem menos pecadores.  Não importa se o nosso pecado (viver de forma contrária a natureza de Deus) aos nossos olhos seja grande ou pequeno. Precisamos nos atentar para o fato e vivermos ou não vivermos segundo padrão de vida definido por Jesus.

Se somos assassinos, pedófilos, ladrões, traficante, ou se somos mentirosos, enganadores, se roubamos o direito daqueles que trabalham conosco ou para nós, ou se negamos o direito a alguém; não estamos agindo diferente. Em ambas as situações, temos vivido de forma contrária a natureza de Deus; mesmos que aos olhos, segundo a natureza humana, não seja tão grave assim. Ambos, pelo tipo de vida, são rejeitados por Deus; pois ele não tem prazer nestas vidas. Por isso Jesus afirma, se não arrependerdes igualmente perecereis.

Precisamos compreender arrependimento como mudança de atitude, alteração de comportamento. Não adianta sentirmos muito, mas se não alterarmos a nossa forma de agir, não estamos revelando arrependimento em nossos atos, ou seja, mentíamos, não mentimos mais; roubávamos, não roubamos mais; enganávamos os outros, não enganamos mais; éramos corruptos, não somos corruptos mais (não importa o tamanho da corrupção. Isto que precisamos compreender).

O arrependimento, a mudança de atitude é o reconhecimento de uma vida fora do propósito de Deus, é o reconhecimento de nossa morte na cruz, é o reconhecimento da dependência de nosso Deus, da libertação do domínio do pecado sobre as nossas vidas. Enterramos tudo com Cristo na cruz. Ele nos libertou para vivermos em novidade de vida; por isso podemos viver em novidade de vida. Podemos agora, andar segundo o coração de Deus. Não vem de nós a força, mas procede do trono de Deus, que nos libertou de todo o poder do pecado. Somos livres, agora, sim; para servir a justiça divina, para andar segundo os preceitos do seu reino. Por isso, precisamos arrepender, precisamos abandonar as velhas práticas da natureza humana e honrar a Deus em nossos atos e através de nossas vidas. Somente na cruz, através do fazer morrer a natureza humana em todas as nossas ações é que experimentaremos a verdadeira vontade de Deus em nós. Somente existirá vida, quando houver  a morte da natureza humana, e andarmos nos propósitos e na vontade de Deus, honrando e glorificando ao Senhor Jesus em todas as nossas ações.