A boa terra produz fruto

“Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto aos muros e nas portas das casas; fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do Senhor. Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.” (Ezequiel 33:30-32, BEARA).  E Jesus falou algo semelhante:  “Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança. ” (Lucas 8:11-15, BEARA).

Que tipo de terra temos sido? Adianta a palavra ser boa se a terra não for? Que fruto tem as nossas vidas produzido decorrente da palavra de Deus? Tem existido transformação? Qual a nossa disposição de mudar, de transformar pelo poder de Deus? Temos recebido e produzido, ou temos deixado que as coisas do mundo nos sufoquem?

Isto que precisamos compreender em nossas vidas. Não é a fonte, não é a semente que é diferente; mas a terra onde ela cai. Se for uma terra pronta para ouvir a palavra, para receber o que vem de Deus; então haverá a produção de frutos, haverá a transformação, haverá  a manifestação da verdadeira vida. Temos nós sido em nossas vidas uma boa terra? Ou temos criticado a semente, achando que ela é que é fraca?

Queremos ouvir simplesmente uma boa palavra, palavra que é aprazível aos ouvidos ou queremos ouvir uma palavra que produza frutos através de nós?

Não podemos nos enganar, e nem nos deixar enganar; se desejamos o operar de Deus em nossas vidas, se desejamos que hajam vidas transformadas por nosso intermédio, o que precisamos tratar é da terra onde ela cai. A semente é boa, sempre foi, e sempre será. A terra é que precisa de tratamento. Nossas vidas não poderão ser transformadas enquanto  não arrancarmos os espinhos que sufocam a palavra. Os espinhos são as coisas que nos impedem de viver de forma plena a vontade de Deus. Nos espinhos estão inclusos todos os nossos sentimentos: vaidade, orgulho, arrogância, preguiça, má vontade, desânimo, inveja, ódio, o desejo de vingança, o querer buscar a satisfação de nossos desejos, o pensar em nós em primeiro lugar, o buscar os nossos interesses, o se preocupar conosco primeiramente. Tudo isso são os espinhos que nos impedem de viver a vontade de Deus.

Precisamos compreender que morremos para nós mesmos, precisamos entender que na cruz, fomos crucificados para os nossos desejos e vontade. E que na cruz fomos libertos do poder do pecado, estamos livres do seu domínio. Agora livres, não para fazer o que queremos ou desejamos; mas para vivermos a vontade de Deus, para servirmos a justiça de Deus. Quando assim tomamos a decisão, não deixamos que os espinhos sufoquem a palavra; mas rejeitamos e arrancamos em cada situação os espinhos que nos impedem de manifestar e revelar a vontade de Deus.

Enquanto não deixarmos de adubar a terra com os espinhos desta vida, dos nossos desejos e vontade, de forma a algum a palavra, a verdadeira semente, irá produzir o fruto em nossas vidas. Façamos morrer a natureza humana, para que a vida de Deus que está em nós, produza os frutos que o agradam.