Por quanto tempo teremos prazer em ouvir a palavra, nos alegrar com as promessas e não mudaremos as nossas atitudes? Por quanto tempo somente esperaremos as graças e as bênçãos; mas não colocaremos o nosso coração em obedecer a palavra do Senhor? Por mais quanto tempo acharemos que devemos ter a mesma atitude do rei de Isarael ou de Herodes? Como está escrito no livro de Jeremias: “Mas nem ele, nem os seus servos, nem o povo da terra deram ouvidos às palavras do Senhor que falou por intermédio de Jeremias, o profeta. ” (Jeremias 37:2, BEARA), ou como é afirmado no evangelho de Marcos: “Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente.” (Marcos 6:20, BEARA)
De que adianta ouvir e não fazer? De que adianta compreender a palavra; mas se ela não produz resultado? A palavra ouvida tem que provocar transformação, ela precisa se depositada em boa terra, terra que permita que cresça, que aprofunde as raizes, e que o tronco cresça e produza frutos. Nós não podemos ter uma atitude religiosa; não podemos somente ter prazer em ouvir, em compreender as promessas e achar que estamos bem e que está tudo bem por que vamos as reuniões, aos cultos, porque cantamos e celebramos com outras pessoas.
Nossas vidas têm que sofrer transformação. Nossas ações tem que ser compatíveis com a natureza de Deus. Temos que andar segundo o coração do Pai, temos que ser imitadores de Deus como filhos amados. Não existe outra razão de nossa existência. Não estamos aqui para acumular riqueza, para correr atrás das coisas deste mundo. Estamos aqui para sermos instrumentos, para viver uma vida de santificação, para influenciar pessoas a desejarem mudança, a querer o nosso Deus. Nossas vidas são para revelar a glória, a bondade, o amor e a justiça de nosso Deus. Qualquer coisa diferente disto está fora do propósito de Deus.
Não podemos deixar o nosso coração nos enganar, não podemos viver uma vida religiosa. Não podemos sentar e criticar os outros, não compreendendo que estamos cegos, que estamos na condição de carentes de nosso Deus. Nossas vidas têm que ser expressão de nosso Senhor. Temos que revelar aquilo que ele nos deu, a sua natureza.
A jornada para uma vida que alegra ao Senhor começa na morte de nossa carne e nossa vontade. Não de grandes ações, não do quanto fazemos; mas sim, do quanto morremos para a nossa vontade e o nosso desejo, em cada decisão que temos que tomar, em cada atitude, em cada gesto, em cada palavra, em cada ação realizada. Temos que sempre nos julgar, temos que sempre olhar as motivações de nosso coração. Não podemos deixar nos enganar; não podemos manter o nosso foco nas coisas deste mundo, ou seja, nosso emprego, nossa reputação, nosso bom nome, nosso emprego, e tantos outros motivos que nos desviam do Deus vivo.