Religiosos ou imitadores de Cristo?

“Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio. Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada.” (Marcos 3:4-5, BEARA).

Quantos de nós já nos atentamos para a  palavra “indignado” nesta passagem, e Indignado é o mesmo que ficar irado decorrente da ação reprovável, pela capacidade de não se condoer, de não se compadecer pelo sofrimento e dificuldade dos outros, pelo silêncio daqueles que diziam conhecer a verdade e a Deus, os  guardadores da lei. E condoído é o sentimento de compaixão, de compartilhar a dor a alheia, o se compadecer pelo sofrimento dos outros.

Quantos de nós temos sido imitadores dos religiosos da época de Jesus, para este tipo de situação? Não devemos procurar grandes situações; mas pequenas no nosso dia a dia. Quantos de nós reprovamos certas ações; e não julgamos se estamos sendo religiosos e não imitadores de Cristo como devemos ser?

Em um cruzamento de semáfaro, na calça da na rua, um bêbado, um viciado, um dependente, um cego, um amigo que falha, um cego espiritual, um depressivo, o irmão imaturo e tanto outros tipos de situações e pessoas que cruzamos, que encontramos, ou que convivemos. Qual tem sido a nossa atitude? O que temos oferecido? Crítica? Ou temos efetivamente uma solução para oferecer? Ou estamos tão longe da vontade e do conhecimento de Deus que não somos capazes ou não temos nada para oferecer?

Temos sido como a igreja de Laodicéia, nos achamos ricos e abastados; mas não enxergamos o quanto estamos cegos, pobres e nus?  Se não temos o que oferecer? Se não temos o que dar? Se não temos sido instrumentos de Deus para trazer a libertação, o que devemos fazer? Jesus mesmo falou, devemos deixá-lo entrar, devemos comprar (obter dele) de graça, tudo que precisamos para ser a verdadeira igreja, a verdadeira expressão da graça e da misericórdia de Deus; pois como está escrito em Jeremias: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” (Jeremias 31:3, RA Strong). “Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei. Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim! Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. ….’” (Jeremias 29:11-14, NTLH).

O que queremos ser: simplesmente religiosos ou imitadores de nosso Senhor Jesus?